segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Profecias auto-realizáveis


 Ao assistir uma palestra, pela TV,  em uma conferência de líderes e gestores de empresas que aconteceu em SP, acabei conhecendo o termo “profecias auto-realizáveis” (Self-fulfilling prophecies). O conceito disso foi algo que me despertou interesse.
A profecia auto-realizável diz que, a maneira com a qual as pessoas lidam com a realidade onde vivem influencia na formação da realidade em si. Quanto mais uma pessoa acredita em algo, mais ela pode influenciar no seu acontecimento.

Isso também é conhecido como “Efeito Rosenthal” e também “Efeito Pigmalião”.
Esses nomes foram dados pelos psicólogos Robert Rosenthal e Lenore Jacobson que realizaram um importante estudo sobre isso.

A experiência efetuada pelos psicólogos foi feita em uma escola pública americana. Eles comprovaram, através de análises de comportamentos que os professores que têm uma visão positiva dos alunos se comportam (consciente ou inconscientemente) de maneira a incentivar mais o desenvolvimento desses alunos.
E, os que têm uma visão negativa de seus alunos, tendem a adotar uma posição que compromete o desenvolvimento e desempenho deles. A descrição da experiência com mais detalhes poder ser lida aqui.

A origem do termo “Efeito de Pigmalião” vem Ovídio, um poema romano, que escreveu sobre Pigmalião. Pigmalião era um escultor que, após esculpir a mulher perfeita e se apaixonar por ela, foi agraciado pela deusa do amor, Vênus, que deu vida à escultura. Exemplificando através do mito como seu desejo se tornou real.

Para quem viu o filme ou leu o livro “The Secret”, pode achar aí a influência de muito do que foi falado no filme/livro.

Começando a refletir sobre isso, e trazendo para outras abordagens da vida, além da educacional, verifica-se a relação que se dá entre todos os fatores da linguagem.

Tudo acaba se moldando de maneira favorável a que maneira vemos e interpretamos a realidade que está ao redor de nós. No trabalho, no dia a dia, em uma entrevista de emprego. É uma coisa que funciona como um círculo “vicioso”. Nós, conhecendo uma pessoa, e tendo sobre ela uma visão positiva, valorizando suas qualidades, geramos um comportamento em nós, mesmo que não expressado por palavras (aí entra de novo a linguagem corporal), que vai despertar na pessoa uma impressão positiva de nós. É como uma troca que beneficia ambos os lados.

Basta pararmos para ver como é nosso cotidiano que veremos como isso ocorre bem debaixo do nosso nariz e nem nos damos conta.

Um exemplo disso é o vídeo que postei anteriormente aqui no Blog, do maestro Benjamin Zander. Nele, o maestro cita aquela velha história dos vendedores de sapatos que ao chegar a uma cidade onde ninguém usava sapatos, mandaram respostas para a empresa. O pessimista respondendo que não seria possível ter sucesso lá, afinal, ninguém usava sapato; e o otimista respondendo que era o local ideal para vender sapatos, afinal, ninguém usava, são todos clientes em potencial.
O maestro acaba transportando essa linha de idéias para o campo da música clássica; sugerindo uma mudança de abordagem da maior parte dos maestros, que acham que por que só 3% da população ouve música clássica, o estilo está fadado ao esquecimento

Na essência, tudo é o chamado "Efeito de Rosenthal".

Fontes:
Pineforge

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