sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O Galo e a Raposa (Esopo)

Tomei a liberdade de adaptar uma fábula de Esopo, sábio grego, para a linguagem mais coloquial.

A moral é a mesma, e de grande valia, como muitos devem ter conhecimento ao chegar no final da fábula. Sem mais, à fábula em si:


O Galo e a Raposa

No cume de uma alta árvore da floresta, um galo cantava pelos ares, como quem chama alguém para uma conversa amistosa. Certa Raposa que não se incomodava em comer carne com penas, chegou rapidamente ao local da cantoria. Mas notando que o cantor estava mais alto do que ela podia alcançar, disse-lhe:

-- Mas bah! Por que não desces aqui, junto de mim, meu parceiro! Te trago boas notícias, Não leu a última proclama, a que estabelece a paz e a concórdia entre as bestas e as aves? Acabou-se o tempo de nos caçar e devorar mutuamente: só o amor e a harmonia presidem agora os destinos do mundo. Desce, 
 portanto, e chegue mais perto!


O Galo, como quem não quer nada, antes de descer quis colocar a Raposa em prova.


-- Vou sim, raposa, vou sim; mas espera só chegar aqueles dois cachorros que estão correndo na nossa direção.


Ao ouvir isso, a raposa respondeu:
-- Barbaridade! Sinto muito por não poder esperar. Preciso seguir em frente!


-- Mas por que vais tão cedo assim? -- disse o galo. -- Por acaso tu tens medo dos cachorros? Mas não existe agora paz entre todos nós?


-- Sim, mas acho que esses cachorros não leram as últimas proclamas! Fui!


E foi acabar de falar e a Raposa desapareceu num piscar de olhos.

A famosa moral: "É preciso viver sempre prevenido. Pois nossos inimigos vão querer nos enganar com palavras falsas"

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