sábado, 30 de maio de 2009

Ícones da imbecilidade

Como é difícil conservar a calma ao lidar com certas pessoas, não é?

É realmente complicado...

Ando sempre lendo um livro que fala sobre o relacionamento, em geral, com as pessoas, numa abordagem mais para o mundo dos negócios, mas que não foge nem um pouco do nosso convívio com a sociedade em outros campos. Esse livro ensina certas maneiras de se tratar as pessoas, certos pontos que se observarmos bem, se torna bem fácil obter cooperação (e convívio harmonioso) seja lá de quem for (ou com quem for). Ao ler o livro, tudo bem, é simples, não deveria ser tão complicado; na verdade, nem acho que seja, visto que algumas dessas coisas eu vejo no dia a dia, aplicadas por outras pessoas e por mim mesmo, sejam realmente verídicas e fazem um sentido inegável.

Mas a questão diz a respeito de uma certa gama de pessoas do mundo, lá pelos 2, ou 1%, no meu caso, que me considero bem paciente, que vão até um ponto que não falta muito para se ter uma altercação verbal bem séria (não chega as vias de fato por que isso seria a degradação máxima, embora concorde que em determinadas situações isso possa ser justificado).

Já me passou muito pela cabeça, possibilidades, coisas, situações, que expliquem o ponto de vista e o comportamento dessas raras pessoas, mas ainda não fui bem sucedido nessa reflexão.

Tem certas coisas que são absurdamente imbecis e desnecessárias no mais alto nível, se é que se pode classificar isso em níveis.

Mas a última camada é insólita demais até que se veja com os próprios olhos para se acreditar. São essas coisas que me fazem perder a confiança numa suposta e utópica melhoria na sociedade. Digo “utópica” e “suposta” ao mesmo tempo para realçar essa ineficácia que vejo por aí. Mas mesmo com isso tudo, ainda tenho um tênue fio de esperança nas coisas. Não me perguntem por que, talvez seja por que ainda não vivi muito e não tenho tantas experiências como tantos por aí tem; embora eu já tenha visto muitos experientes que ainda nutrem esperanças.

Não me considero um cara super desenvolvido e nem mesmo acima da média da população, mas não sei me desvencilhar de um certo sentido crítico (por vezes falho) ao ver determinadas situações, e, ao ler sobre o assunto, são mais gritantes as situações absurdas do dia a dia. Eu só queria saber como pode uma coisa dessas, será que só eu vejo? Não consegue entrar na minha cabeça como 99% das pessoas não veem, não notem os absurdos, a falta de consideração por parte de orgãos, políticos e derivados, e o que é pior, ainda acham graça... Isso é atestado de imbecilidade para o povo, infelizmente. Aí o que dizem é "O povo é feliz, por que ri em todos os momentos". Nisso aí eu tenho que concordar com o Jabour, quando ele diz que é atestado de burrice. Seria o mesmo que alguém cometer um crime brutal contra você ou sua família e você fazer piada, são coisas que me deixam perplexo em mais alto grau.

Só não sei mais (se é que soube algum dia) como será o dia de amanhã.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Ode a Ernesto, O Eremita


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Eis que surge ele, sob o véu árido dos ventos do deserto.
Eis que perambula pela areia, vaga devagar, olhando a todos com sabedoria.
Eis que, com seus conhecimentos ilimitados, surpreende a massa.
Eis que, com sua perspicácia mental, aturde os inimigos.
Mil trombetas anunciam sua chegada
Porém, a nada disso ele dá valor
É humilde e servil, nobre profeta
O servidor ingressa em uma época tenebrosa.
Vírus mil para serem estrondeados
Eis que ele se aproxima com a salvação
Olha que lá vem ele, saracoteando pela avenida.
É ele, Ernesto, O Eremita, trazendo sua marmita.

Fonte: Extraído das tabuletas sagradas de Oluahp, o apóstolo primeiro.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Brutus vs. Guns


Em um lugar desconhecido do submundo da web, em um desses chats da vida...

METALERO diz: E ae cara, curte Guns?

Usuário X diz: Curto, é legal.

METALERO diz: É brutu!

Usuário X diz: Brutu é o inimigo do Popeye, meu camarada.

Uma Estranha Realidade (A Separate Reality)


Esse post é sobre um livro que eu li a uns tempos atrás e andei revendo uns conceitos oriundos dele nesses últimos dias. Se trata do livro “Uma Estranha Realidade” (A Separate Reality) do antropólogo Carlos Castañeda, escrito em 1971. O livro conta as experiências de vida de Castañeda no México, especialmente sua convivência com o índio sábio feiticeiro Don Juan Matus. Existem controvérsias quanto a autenticidade dos fatos expostos, embora eu não considere isso importante com relação ao assunto que tratarei.


O Carlos Castaneda era um estudante de antropologia, do curso de pós-graduação da Universidade da Califórnia, quando ele foi pro México, pesquisar sobre o peiote (Lophophora williamsii) e outras ervas medicinais utilizadas pelos índios da região.

Lá ele conheceu o Don Juan, que era um índio, um feiticeiro, um sábio; Sobre muitos assuntos eles conversaram e Castañeda ficou muito interessado no jeito de viver do Don Juan, nas coisas que ele pensava, ou não pensava. A filosofia de Don Juan é realmente algo único.

Os diálogos entre eles e a interação com outros personagens do livro é bem peculiar. Don Juan possui a mente aguda, e sua simplicidade única e fatal é muitas vezes surpreendente.


Segue abaixo uma parte de um diálogo do livro que vale a pena se frisar.

“(...) — Desde que resolveu vir ao México, devia ter deixado de lado todos os seus receios mesquinhos — disse Don Juan, muito severo — sua decisão de vir devia tê-los vencido. Veio por que quis. É assim que agem os guerreiros. Já lhe disse várias vezes: o meio mais eficaz de se viver é como guerreiro. Preocupe-se e pense antes de tomar qualquer decisão, porém, uma vez tomada, siga seu caminho, livre de preocupações e pensamentos; haverá mil outras decisões ainda à sua espera. É assim a maneira do guerreiro.

— Acredito que eu faça isso, Don Juan, pelo menos parte do tempo. Mais é muito difícil ficar-me lembrando.

— Um guerreiro pensa em sua morte quando as coisas se turvam.

— Isso é ainda mais difícil, Don Juan. Para a maioria das pessoas, a morte é muito vaga e remota. Nunca pensamos nela.

— Por que não?

— Por que pensar?

— Muito simples — disse ele — por que a idéia da morte é a única coisa que modera nossos espíritos.”



Outro trecho:


“ (...) — Aprendemos a pensar sobre tudo — disse Don Juan — e depois exercitamos nossos olhos para olharem como pensamos a respeito das coisas que olhamos. Olhamos para nós mesmos já pensando que somos importantes. E, por isso, temos de sentir-nos importantes! Mas quando o homem aprende a “ver”, entende que não pode mais pensar a respeito das coisas que ele olha, e se não pode mais pensar sobre as coisas que olha tudo fica sem importância...”

Don Juan, como um índio não tão ancião, já possuía muito conhecimento da vida, e das coisas. E no tempo dele essa sabedoria derivada de sua cultura já estava em queda. É pena não termos acesso à sabedoria antiga, de povos que não existem mais, que ficou perdida no tempo, ou foi destruída pelos homens durante guerras e conflitos desnecessários.


O assunto morte em si também é tomado de maneira sábia; a moderadora de espíritos? Será que realmente faz sentido?


O segundo trecho de diálogo é curioso também: Existe um bom motivo pra pensar? Na cidade onde eu vivo temos muitos nativos (e também não-nativos) que conhecem a fundo o estilo de vida “nothink”, embora não tenham nunca lido nada do Castañeda.

Essas e outras coisas me impressionam deveras.


Enfim, recomendo esse livro. Ele na verdade é o segundo da série, o primeiro lançado foi o “A Erva do Diabo” (The Teachings of Don Juan: A Yaqui Way of Knowledge) lançado em 1968.

Cerca de 10 livros foram escritos pelo Castañeda.


Links úteis:


sábado, 23 de maio de 2009

O Olho do Mal (The Eye)



Esse filme é um dos que nos faz pensar em como seria louco estar na situação da personagem principal.

Em ver além do que realmente existe, se é que existe algo pra se ver além, o que eu, particularmente, creio que exista, embora talvez não como o filme retrata.

É uma questão delicada, cada um crê em algo diferente. Uns avaliam pela razão, outros pela crença em explicações filosóficas ou religiosas; mas o certo é que sempre gera polêmica.

Será que algum dia existirá uma explicação verdadeira para isso?

É algo que eventualmente eu parava pra pensar. Mas depois logo via que o tempo é curto demais para pensar nessas coisas. Talvez não faça diferença saber o que vai ou o que não vai acontecer depois que chegarmos ao nosso fim.

Penso em como seria se as pessoas em geral não tivessem crenças tão arraigadas em si; crenças religiosas, em geral, que pregam a existência de um algo além da morte, e que nossa existência lá dependa de nossos atos aqui e agora.

Muito medo nós vemos por aí, embora por outro lado se observe constantemente o oposto também.

O que se conclui disso tudo?

Não tenho a mínima idéia. Só vejo que como não há uma maneira exata e racional de chegarmos a um determinado ponto de certeza, não vale a pena gastar o tempo curto de nossa vida indagando coisas como essas. Ou seja, não vale a pena perder tempo escrevendo sobre isso como estou fazendo agora.

Enfim, recomendo esse filme por esse motivo. Mostra como sempre existe uma razão para algo acontecer, no caso do filme, algo fictício, mas na vida real não creio que seja de maneira diferente. Nada acontece por acaso.


The eye, traduzido para o português como “O olho do mal” (nunca vou entender essas traduções psicodélicas...), foi produzido em 2008, mas é na verdade um remake de um filme de 2002, dos Irmãos Pang, consagrados já no gênero de suspense. É estrelado pela Jéssica Alba, que trabalhou também no filme do Quarteto Fantástico.


Falando bem por alto, a Jéssica faz papel de uma violinista cega desde os 5 anos de idade, que, depois de adulta, recebe um transplante de córneas. Só que depois que ela começa a enxergar ela começa a ver coisas um tanto quanto incomuns. Aí é melhor ver o filme pra saber do que falo.

O filme traz um conceito interessante, falando na área científica: o conceito de memória celular. A memória celular é uma teoria hipotética que diz que a memória, hábitos, interesses e gostos das pessoas podem ser armazenados nas células do corpo humano, não somente nas do cérebro. Ou seja, uma pessoa, ao receber uma doação de algum órgão alheio, pode “herdar” do doador essas características. Existem muitos relatos de que isso tenha ocorrido, embora nada tenha sido cientificamente comprovado até o momento.

Para quem deseja se aprofundar no assunto, tem um link aqui muito bom, porém em inglês, de um artigo publicado em 2000 na Integrative Medicine, um jornal sobre terapias alternativas, escrito pelo Leslie A. Takeuch, um terapeuta e estudioso conhecido.


Links: Artigo da IM, Wikipédia


Mas existem diversos outros casos e referências a essa teoria em sites na internet; e muitos outros filmes, seriados, desenhos e até jogos de vídeo game que fazem menção a essa hipótese curiosa.


Trailler o filme (legendado):



Outra informação não menos importante e deveras sagaz, foi que descobri que a Jéssica Alba já saiu na Playboy americana, kkkkkkk, saquem a capa:


quinta-feira, 21 de maio de 2009

Fuga de L.A. (Escape From L.A.)


Esse filme é de 1996, lançado 15 anos depois do primeiro filme da seqüência, o glorioso Fuga de NY. Foi dirigido pelo conhecido John Carpenter e estrelado por Kurt Russell.
Russell é Snake Plissken, um ex-herói de guerra que é forçado a resgatar um dispositivo capaz de eliminar toda a energia elétrica do planeta na cidade de Los Angeles. Mas Los Angeles agora é uma ilha, separada dos EUA, para onde são mandados criminosos e pessoas que não vivem de acordo com o novo padrão moral dos EUA.

Russel é chantageado e obrigado a resgatar o dispositivo. Essa cena mostra Snake perseguindo O "Map to the Stars" Eddie (papel feito pelo Steve Buscemi) de uma maneira radical e altamente sagaz, acompanhado de seu amigo surfista do apocalipse.
Ela (video do youtube abaixo) retrata toda a sagacidade do filme de maneira perfeita. Mostrando como o Surf way of life pode levar a vida pra frente sem stress; mostrando que os problemas que possuímos, se forem levados de maneira light, poderão ser resolvidos de formas incomuns, porém muito eficientes.

Recomendo esse filme e também o Fuga de NY, ambos clássicos que devem ser mantidos em dvd na estante de quem curte filmes de ação.

Banco especial



Para os que passam longos períodos de tempo em frente ao computador...


Sensor Aranha



Estava vagando pela web quando fiquei sabendo de uma notícia curiosa. Dizem os cientistas que os homens/mulheres, mais fracos fisicamente e/ou psicologicamente, tem uma audição mais apurada.
O novo estudo indica que quando o perigo está se aproximando, essas pessoas mais fracas o percebem antes de pessoas de porte físico mais desenvolvido; uma espécie de sentido aranha. Os sons, segundo os cientistas, parecem mais perto do que realmente estão, possibilitando uma possível fuga do perigo que se aproxima.

Nas palavras de Neuhoff, pesquisador de assuntos evolutivos: “Se você tem boa forma física, você pode reagir rapidamente. Então você não precisa de uma margem de segurança tão grande quanto a que precisaria se fosse uma pessoa lerda, relapsa e ociosa”.

De acordo com as mesmas pesquisas, dizem os estudiosos que as mulheres têm esse benefício do alarme sensorial.

Isso tende a passar de geração para geração, de acordo com a teoria de Darwin. O que indica que no futuro teremos um super alarme sensorial digno de mestres do oriente.

Minhas investigações pessoais indicam que já existem mestres da música com essa habilidade. Prevendo as notas musicais antes da hora e adiantando sua presença.

Fonte: National Geographic

terça-feira, 19 de maio de 2009

Revista Piauí



Para quem gosta de um ponto de vista diferente das notícias do que o que temos habitualmente na maioria das revistas, jornais e na TV, recomendo muito a revista Piauí.

Não estou ainda super qualificado para falar dela, pois a descobri recentemente, graças a uma dica de uma pessoa sagaz que conheço, e só li dois números.

Porém, o que eu já li me agradou muito. As notícias são abordadas de maneira mais “dramática”, mas não dramática no sentido de apelação. Dramática no sentido de mais real, mais perto de nossas vivências no dia a dia.

Certos jornalistas dessa revista têm um teor de ironia, sutileza e sarcasmo que formam o espírito ideal para certos tipos de notícias, em minha opinião.

A gama de notícias é bem ampla, passando de cultura, artes e poesia até política, questões internacionais e gastronomia. Não sou muito fã dessa última área, mas admito que até nela, devido à abordagem e exposição da notícia, tenho interesse em ler.

É o tipo de revista pra mim, que não dá para ler uma ou outra matéria isolada, é pra ler do início ao fim.

Enfim, é só uma dica para quem gosta de se manter atualizado com um tempero sutil e realista dos elementos que mencionei acima, a velha ironia e o velho sarcasmo.

Segue abaixo o site da revista. Infelizmente o site tem algumas matérias bloqueadas. Se o cadastro for feito no site, essas notícias tendem a abrir, mas tive uns problemas com isso, pois fiz o cadastro e algumas notícias ainda permanecem fechadas. O melhor mesmo é comprar a revista no jornaleiro e ler.

Caso alguém for comprar, não se assustem, a revista é ligeiramente grande, como um caderno de jornal, bem incomum.


Revista Piauí


Obs.: A imagem dessa notícia é a capa do número 32, de maio.

domingo, 17 de maio de 2009

Consumismo sem controle

Putin compra Niva para ajudar montadora russa Primeiro-ministro da Rússia é fã de veículos de aventura. Modelo é produzido pela montadora russa Autovaz.

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, reuniu os jornalistas neste sábado (16) em sua casa, em Sochi, para apresentar à imprensa o seu mais novo veículo, um utilitário esportivo (SUV) Niva, produzido pela Autovaz, a principal fabricante de automóveis daquele país. Fã de veículos de aventura, e acostumado a praticar caça de animais selvagens, Putin decidiu colaborar com o processo para tirar a indústria automobilística da crise comprando o seu próprio veículo russo. No final de março, Putin anunciou uma ajuda de US$ 1 bilhão para a indústria automobilística russa, que vem sofrendo com a queda nas vendas. Após mostrar o veículo para os jornalistas, Putin disse que vai usar o Niva para ir pescar.

Fonte: G1

Zé compra fusca 69 para ajudar Manuel da Padaria
Zé é fã de veículos usados para transporte. Modelo está isento de IPVA, mas falta passar na vistoria.

O Zé reuniu sua família, incluindo suas 4 filhas, 6 filhos e 15 netos nesse sábado (16) em sua casa, em Pindamonhagabolândia, para apresentar sua nova aquisição, um super fusca 69 com motor refrigerado a ar, produzido pela Wolks, principal fabricante de carros baratos (depois de 30 anos de uso). Fã de veículos de transporte, e acostumado a ir garimpar a pé na cidade. Zé decidiu colaborar com o processo para tirar a padaria de Manuel do vermelho, comprando seu fusca usado. No final de março, Zé anunciou uma ajuda de 500 reais para a padaria do Manuel, que vem sofrendo com a queda nas vendas e o aumento do preço do trigo. Após mostrar o veículo para seus familiares, Zé disse que vai usar o fusca para ir pescar.

Fonte: Desconhecida

sábado, 16 de maio de 2009

El Valdon


Valdon Varjão, nascido em Cariús, pequena cidade do Ceará, foi senador e duas vezes prefeito do município de Barra do Garças – MS. Faleceu em três de novembro de 2008, com 84 anos, por motivo de falência múltipla dos órgãos.

Sua trajetória na vida foi conhecida nacionalmente devido ao seu projeto de lei que tinha como objetivo construir o denominado “Discoporto”, um aeroporto exclusivo para uso de discos voadores. Muitos disseram que era louco, lunático, completamente tresloucado. Eu mesmo pensei dessa maneira até analisar com mais calma os fatos.

Varjão foi, além de político, escritor, garimpeiro, comerciante, agro pecuarista, tabelião, contador, contista, jornalista, membro-fundador da Academia de Letras e Cultura do Centro Oeste, fundador e membro do Instituto Historio e Geográfico de Mato Grosso, publicando cerca de 28 livros de assuntos diversos, como história do Brasil, turismo, poesia e também uma biografia. (Gostaria de ter lido algum livro dele antes de escrever sobre ele aqui, mas é um tanto quanto raro achar livros dele para vender.).

Era vereador quando criou a Lei Municipal nº. 1.840 que foi sancionada pelo ex-prefeito, Vilmar Peres de Faria, em 1995. Essa lei que possibilitaria a construção do famoso Discoporto. Pelo projeto, cinco hectares seriam destinados à construção de uma pista de pouso de Objetos Voadores Não-Identificados (Óvnis), no Parque Estadual da Serra Azul, próximo a Serra do Roncador (onde se acredita que exista, segundo cultos místicos um portal que leva até a terra perdida de Atlântida – assunto para outro post talvez).

Então, disse a frase: ‘‘Eu queria colocar Barra do Garças na mídia, pois aqui não tinha exploração turística nem divulgação. Como sempre teve um misticismo muito forte, aproveitei a idéia”. Hoje Barra do Garças é um município que cresce devido ao lucro oriundo do turismo no local.

Valdon inclusive foi entrevistado pelo Jô Soares, o que lhe rendeu muita fama.

Só queria ressaltar a visão desse político, que com sua inteligência e aproveitando uma oportunidade, conseguiu elevar a cidade de onde gostava realmente; deixando frutos para a posterioridade.



Uma coisa que pela maioria é vista como loucura completa, nem sempre é o que parece ser. Precisamos de caras com essa visão no poder, em minha opinião; pessoas que tem uma visão além da visão limitada da grande maioria das pessoas.




Segue abaixo trechos de uma entrevista dele:

Equipe Rota Brasil Oeste - Quando o Senhor veio para Barra do Garças pela primeira vez?

Valdon Varjão - Em 1938, quando eu tinha 15 anos, eu tocava na banda de Baliza, onde eu morava. A cidade fica a uns 60 km daqui. Os festeiros aqui da Barra contrataram a banda pra vir tocar aqui. Eu vim e acabei me apaixonando por uma menina. Quando voltei pra casa, minha mãe faleceu. Eu fiquei sozinho por lá e resolvi voltar para Barra do Garças para encontrar a menina e ela estava noiva de outro. Aí eu comecei a trabalhar para o Sr. Antônio Paulo da Costa, eu tomava conta de um bilhar que ele tinha na cidade. Alguns anos mais tarde, em 1945, ele foi eleito prefeito e eu passei a trabalhar como seu secretário. Cinco anos depois, me candidatei a vereador e fui eleito pela primeira vez.

Equipe - Por que o Senhor construiu o Discoporto?

Valdon Varjão - Eu nem gosto muito de falar sobre esse assunto... Na verdade, eu queria chamar a atenção para Barra do Garças. Quando eu fui ao programa do Jô Soares para falar do Discoporto, ele me perguntou se eu acreditava em discos voadores. Eu respondi que sim. Aí ele me perguntou se eu já tinha visto um para acreditar. Então eu perguntei para ele: "Você acredita em Deus?". Ele me respondeu que sim. Aí perguntei: "Se ele já tinha visto Deus". (Risos)

Equipe - Qual a sua visão para o futuro da região?

Valdon Varjão - Sou pessimista. O Governo não tem nenhum projeto para a região. Não que o governo tenha que fazer tudo, mas ficamos viciados no apoio estatal. Os gaúchos, por exemplo, tem mentalidade diferente e costumam fazer as coisas por conta própria. Cidades que eles fundaram, como Primavera (MT), estão com uma economia ótima. Para nós falta, primeiro, uma boa injeção de ânimo e recursos. Falta também esforço político, nossa bancada é fraca no número de representantes e em pessoas de boa cultura.

(Entrevista completa em: Brasiloeste)

Gostaria de postar tudo que achei sobre a experiência de Valdon aqui, mas é muita coisa, caso alguém queira se aprofundar no assunto, segue abaixo os links.


Fontes:

Coisas de MT

Notícias - Terra

Cubbrasil

Site de sebo, com livros do Valdon:

Estante Virtual


Entrevista no programa do Jô:


quarta-feira, 13 de maio de 2009

Mais um início

Para retomar as atividades, posto um dito do Enéas, o cara sagaz da barba grande.



"Já me chamaram até de Mussolini. Não me incomodo, apenas me divirto. Não conheço Le Pen, não gosto destas atitudes de agressão ao ser humano e sou contra a pena de morte. Não gosto dos neonazistas, isto é barbarismo. Eu gosto de ordem, de disciplina, de respeito aos valores tradicionais, de respeito à família, à propriedade, ao Estado e à Igreja. Sou contrário à discriminação das drogas. Estas comparações me fazem rir. Elas são feitas por ignorância profunda ou por má-fé explícita. Não quero que me amem ou me odeiem. Quero que saibam exatamente o que eu penso. Na televisão, eu desmoralizo todo mundo. Em um minuto ou meio segundo, eu sacudo a população quando falo. Reduzo meus adversários a pó."
- Em entrevista à Revista Isto é, no dia 13/05/98.

domingo, 10 de maio de 2009

Da saga de Ernesto, o Eremita: O alimento milagroso


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Ernesto vagava por uma humilde cidade do oriente médio, era de tarde, a rua estava repleta de habitantes, havia uma feira livre. Eis que Ernesto sente uma fome forte e repentina. 

“Comerei”, pensou ele. Eis que vê, com os olhos que um dia verão os portões do céu, uma tenda vendendo aperitivos salgados.
“Caro companheiro, estou com uma fome descomunal, o que tens tu para me oferecer de maneira que possa saciar essa minha urgência de alimento?”.

O velho homem que trabalhava na barraca se virou para ele, olhou em seus olhos, piscou o olho direito e disse: “Oh, nobre eremita, seis o que podes te fartar severamente! É uma nova receita que criei hoje e ninguém experimentou ainda! É algo milagroso!”

Ernesto ficou admirado, e com seu estômago urrando brutalmente, proferiu as palavras: “Nobre amigo, então é o que eu preciso! Me mostre esse alimento milagroso, essa dádiva, segundo o que dizes, quero saber se a verdade condiz com o que dizes.”

O velho vendedor pegou um grande guardanapo, enfiou a mão numa caixa humilde e de lá tirou o alimento fantástico, estendeu a mão para Ernesto, dizendo: “Aqui está, o chamo de Pastel Gigante de carne moída do oriente, prove e não se arrependerás!”

Ernesto olhou com curiosidade para aquela imensa forma retangular, segurou-a em suas mãos, sentiu o seu calor e sua gordura e deu uma mordida.

Sentiu imenso prazer com aquele Pastel Gigante do oriente.
Mas eis que nesse exacto momento uma turba feroz se comove, pessoas correndo enlouquecidamente, barracas indo ao chão, poeira indo aos céus. Ernesto sentiu o Apocalipse se aproximando. Procurou um abrigo atrás de um grande cesto de palha.

Momentos depois tudo havia se acalmado e Ernesto se levantou para ver o que havia acontecido. Um arrastão de fariseus da periferia havia tomado a localidade, agora devastada.
Ernesto quase derrama uma lágrima ao ver o velho vendedor deitado no chão, seu corpo deplorável, inerte.

Ele se aproxima e diz “Acorde, homem! És jovem para morrer, acabaste de criar um alimento milagroso, poderás ajudar muitos e ir aos céus com louvor”.
O homem, em seus últimos suspiros, lhe falou “Tome a receita – colocando um pedaço de papel com algumas anotações, no bolso do manto de Ernesto - , não posso mais prosseguir, é esse o meu fim. Mas não deixes que meu esforço seja vão no mundo; faça algo de bom com isso, mas use-o com responsabilidade....” E o velho encontrou seu fim...

Ernesto, emocionado, falou para os céus, para as árvores e para as montanhas: “Nobre ancião, tua descoberta não será vã! Criarei pastelarias por todo o mundo, semeando teus milagres cobrando preços baixos e acessíveis à todos, dos fartos de recursos aos mendigos, pobres e proletários".
E assim Ernesto, o Eremita, teve posse da primeira receita de Pastel Gigante do mundo.

Fonte: Extraido das tabuletas sagradas de Ernesto, o eremita.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Fila



Uma fila é uma forma de pessoas organizarem-se na espera de algum serviço ou bem. Numa fila, o primeiro a chegar é o primeiro a ser atendido, implementado o conceito FIFO (First in, First out), num caso concreto. Na realidade o primeiro à chegar, sendo o primeiro à ser atendido, guarda-se o conceito de civilidade e direito, que só pode ser subvertido por meio de lei, que o caso da lei brasileira (Decreto-Lei nº 135/99, de 22 de Abril) que manda que alguns cidadãos em especial tenham direito maior que os do que outros que chegaram anteriormente.

Fonte: Wikipédia.

Meus amigos, hoje venho falar sobre a fila, essa “companheira” que encontramos muitas vezes em muitas situações do nosso dia a dia, isso se você for uma pessoa relativamente normal.

É uma coisa tão básica que não sei nem o que falar sobre isso. Acho que esse tipo de conceito deve ser ensinado em casa, pelos pais, família, ou qualquer outra pessoa que tenha a responsabilidade de dar o exemplo à uma criança em desenvolvimento social.

Agora, imaginem o oposto. Um local onde isso não exista. Um lugar totalmente fictício que chamarei de Éakham. O que é fila? Ninguém sabe, ninguém nunca viu nem ouviu falar. Aliás, sim, conhecem essa palavra, embora seu significado misterioso seja um enigma para a mente de seus habitantes fictícios. O que será desse humilde local? Como seus habitantes irão fazer para viver de maneira harmoniosa e tolerante para com seus convivas? Eu lhes digo: Se todos forem os mesmos, é possível a coexistência de seus habitantes, embora eu não consiga ver harmonia nesse local. É como uma sociedade animal. Já viram como ficam animais de campo (vacas, bois, cavalos, etc) ao serem libertados de um cercado? (não é um bom exemplo, pois creio que animais se respeitam mais do que os nossos fictícios habitantes, mas serve para ilustrar a idéia).

Se precisam todos passar num espaço onde só pode passar um de cada vez, ou no máximo dois, eles se juntam de maneira irregular, uns ao lado os outros, não considerando qual estava lá a mais tempo querendo sair ou qualquer ordem de chegada.

Os nossos fictícios habitantes agem da mesma maneira.

A questão é: Como inserir na mente de nossos habitantes fictícios imbecis esse conceito tão enormemente complicado? É complicado, meus amigos, se tiverem sugestões, eu as aceitarei de bom grado.

Apenas consegui chegar a conclusão de que os valores trazidos pela definição acima citada, a civilidade e o direito, não têm o mínimo valor necessário para se ter o respeito básico por um ser humano qualquer. O que faremos para retribuir e compensar a não-existência dos valores inerentes à fila por parte desses habitantes fictícios?

Pensarei sobre isso e em breve postarei

sábado, 2 de maio de 2009

Curto caso verídico para o Dia do Trabalho




“Fiquem tranquilos”, disse o chefe do setor, e continuou: “Estamos contratando um reforço para o setor, ele é muito competente e tem mais de 20 anos de experiência na Bauducco”.
Dias depois, após a contratação do super reforço, suas palavras retratando suas experiências trabalhísticas:
“Lá na Bauducco era bom demais, comia biscoito de graça direto!”