segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Isaac Asimov - Azazel e O Cair da Noite


Tenho que confessar que era e sou ainda preconceituoso com algumas coisas da vida.


Uma das quais sempre tive aversão inexplicável, por ignorar o assunto (de diversas maneiras), foi a literatura de ficção científica.



Robôs, viagens para o espaço, vida em outros planetas nunca me atraíram muito (não livros sobre assunto, apesar de certa queda que sempre tive por Óvnis, etc.). Mas de uns tempos pra cá tenho ficado mais curioso para conhecer o assunto.


Uma série de fatos originou essa vontade de passar a ler sobre isso. Uma das coisas foi o pensamento “Ah, por que não ler algo do Asimov, tantos já me falaram dele?”, isso durante uma caminhada por um “encontro de sebos” no centro do RJ. Peguei dois livros dele, os que me chamaram atenção de cara, só pela sinopse.



Um deles foi o “Azazel”. Livro com contos sobre o Azazel, um diabinho de dois centímetros que é capaz de realizar os desejos de seu mestre. Mas esse diabinho é bem temperamental e não conhece bem os costumes sociais de nosso meio; isso tudo gera algumas confusões bem interessantes. É um livro bem legal para se distrair e rir um pouco, o humor é num estilo bem lógico e racional, bem dentro do jeito do Asimov, pelo que tenho notado.


Na introdução, Asimov também disserta um pouco sobre o humor em si; é bem interessante o conceito e as idéias dele sobre o assunto, sobre a razão de nós rirmos, e no que consiste de humor numa história, da onde vem essa fagulha que da o toque de hilaridade na história.

O segundo livro dele que adquiri foi “O Cair da Noite” (Nighfall). Esse livro é um romance de ficção muito interessante, depois descobri que esse foi o livro que lançou o Asimov na fama.



Nesse livro, Asimov narra a história de uma sociedade que vive em um planeta (Kalgash) que tem seis sóis, e a noite (devido a um eclipse raro) só acontece a cada 2049 anos. A abordagem psicológica, filosófica e comportamental das pessoas dessa sociedade e o estilo de narração do conto são impressionantes. Eu nunca tinha lido algo semelhante antes. É possível se traçar várias semelhanças desse povo ficcional com nossa sociedade, incluindo o papel de certas instituições religiosas e suas influências nas pessoas em geral.





Mais tarde, pesquisando sobre o autor, vejo que foram poucos os assuntos sobre os quais ele não escreveu, o que é mais surpreendente. De ficção científica até ensaios sobre Shakespeare ele percorreu com a caneta em suas folhas.

Enfim, vale muito a pena pegar qualquer livro dele para ler. Estou no terceiro, mas tenho certeza, pelo que já vi, que não deve ter livro algum dele que não seja interessante.

Existem alguns livros dele em edições de bolso, o que facilita bastante, tanto financeiramente quanto na facilidade de se encontrar a venda. Basta dar uma olhada nos sites como Lojas Americanas, Submarino, Fnac, Saraiva, etc.

Fica a dica.

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