segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Profecias auto-realizáveis


 Ao assistir uma palestra, pela TV,  em uma conferência de líderes e gestores de empresas que aconteceu em SP, acabei conhecendo o termo “profecias auto-realizáveis” (Self-fulfilling prophecies). O conceito disso foi algo que me despertou interesse.
A profecia auto-realizável diz que, a maneira com a qual as pessoas lidam com a realidade onde vivem influencia na formação da realidade em si. Quanto mais uma pessoa acredita em algo, mais ela pode influenciar no seu acontecimento.

Isso também é conhecido como “Efeito Rosenthal” e também “Efeito Pigmalião”.
Esses nomes foram dados pelos psicólogos Robert Rosenthal e Lenore Jacobson que realizaram um importante estudo sobre isso.

A experiência efetuada pelos psicólogos foi feita em uma escola pública americana. Eles comprovaram, através de análises de comportamentos que os professores que têm uma visão positiva dos alunos se comportam (consciente ou inconscientemente) de maneira a incentivar mais o desenvolvimento desses alunos.
E, os que têm uma visão negativa de seus alunos, tendem a adotar uma posição que compromete o desenvolvimento e desempenho deles. A descrição da experiência com mais detalhes poder ser lida aqui.

A origem do termo “Efeito de Pigmalião” vem Ovídio, um poema romano, que escreveu sobre Pigmalião. Pigmalião era um escultor que, após esculpir a mulher perfeita e se apaixonar por ela, foi agraciado pela deusa do amor, Vênus, que deu vida à escultura. Exemplificando através do mito como seu desejo se tornou real.

Para quem viu o filme ou leu o livro “The Secret”, pode achar aí a influência de muito do que foi falado no filme/livro.

Começando a refletir sobre isso, e trazendo para outras abordagens da vida, além da educacional, verifica-se a relação que se dá entre todos os fatores da linguagem.

Tudo acaba se moldando de maneira favorável a que maneira vemos e interpretamos a realidade que está ao redor de nós. No trabalho, no dia a dia, em uma entrevista de emprego. É uma coisa que funciona como um círculo “vicioso”. Nós, conhecendo uma pessoa, e tendo sobre ela uma visão positiva, valorizando suas qualidades, geramos um comportamento em nós, mesmo que não expressado por palavras (aí entra de novo a linguagem corporal), que vai despertar na pessoa uma impressão positiva de nós. É como uma troca que beneficia ambos os lados.

Basta pararmos para ver como é nosso cotidiano que veremos como isso ocorre bem debaixo do nosso nariz e nem nos damos conta.

Um exemplo disso é o vídeo que postei anteriormente aqui no Blog, do maestro Benjamin Zander. Nele, o maestro cita aquela velha história dos vendedores de sapatos que ao chegar a uma cidade onde ninguém usava sapatos, mandaram respostas para a empresa. O pessimista respondendo que não seria possível ter sucesso lá, afinal, ninguém usava sapato; e o otimista respondendo que era o local ideal para vender sapatos, afinal, ninguém usava, são todos clientes em potencial.
O maestro acaba transportando essa linha de idéias para o campo da música clássica; sugerindo uma mudança de abordagem da maior parte dos maestros, que acham que por que só 3% da população ouve música clássica, o estilo está fadado ao esquecimento

Na essência, tudo é o chamado "Efeito de Rosenthal".

Fontes:
Pineforge

Robert Rosenthal e Lenore Jacobson: Pigmalião na sala de aula


Profecias auto-realizadoras são mais poderosas particularmente em instituições sociais. Rosenthal e Jacobson demonstraram o poder delas em dentro do meio educacional. ¹

Os dois pesquisadores passaram grande tempo de suas carreiras no campo educacional e se tornaram cada vez mais preocupados com a expectativa que os professores tinham de seus alunos, especialmente em escolas mais pobres; e que muitos deles estavam contribuindo para o aumento da proporção de falha entre os estudantes.

Essas idéias não eram desprovidas de embasamento. No início dos anos 50, o sociólogo Howard Becker descobriu que os professores de escolas de comunidades pobres usavam técnicas de ensino diferentes e tinha expectativa inferior de seus alunos do que os professores de escolas da classe média. ²

O experimento de Rosenthal e Jacobson foi realizado em uma escola pública de nível “fundamental” de uma comunidade pobre, porém não totalmente marginal. No início do ano escolar, os pesquisadores deram para os alunos um teste de inteligência que eles chamaram de “Teste de aquisição modulada de Harvard”.

Eles disseram para os professores que esse teste não só determinaria o QI dos alunos, como também poderia identificar os estudantes que teriam, naquele próximo ano, um desenvolvimento mais rápido e acima da média; não importando se no momento eles eram ou não bons alunos.

Antes de começar o ano letivo, os professores receberam listas com os nomes dos alunos que, baseado no teste, poderiam ter desempenho positivo durante o ano. Na verdade, Rosenthal e Jacobson tinham escolhido aleatoriamente os nomes na lista de alunos das classes. O teste não identificava, na verdade, quais alunos poderiam ter progresso superior, como os professores foram levados a acreditar.

Resumindo, qualquer diferença entre as crianças com nome da lista e as que ficaram de fora, só existia na mente dos professores.

Um segundo teste foi efetuado no final do ano. Os estudantes com o nome na lista mostraram, em média, um aumento de mais de 12 pontos em seus QIs, comparado com um aumento de 8 pontos entre as outras crianças. A diferença foi ainda maior nas classes de crianças mais novas, onde o aumento chegou a 20 pontos em média.

As avaliações dos professores também mostraram melhorias de maneira similar. Eles indicaram que os alunos com nome na lista foram mais bem comportados, mais curiosos intelectualmente, mostraram mais chances de obter sucesso no futuro e foram mais amigáveis do que os outros alunos não listados.

Rosenthal e Jacobson concluíram que a profecia auto-realizadora estava em ação. Os professores tinham súbita e inconscientemente encorajado o desempenho que eles esperavam constatar. Os professores não só gastaram mais tempo com esses alunos, como foram mais entusiásticos para ensiná-los e involuntariamente se mostraram mais calorosos com eles do que para com os outros alunos.

Como resultado, os alunos especiais se sentiram mais capazes e inteligentes. E agiram como tal.





¹Rosenthal, R., & Jacobson, L. 1968. Pygmalion in the classroom. New York: Rinehart & Winston.
²Becker, H. 1952. “Social class variations in the teacher-pupil relationship.” Journal of Educational Sociology, 25, 451-466.




Traduzido do artigo original inglês de David Newman e Rebecca Smith Building Reality: The Social Construction Of Knowledge 
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domingo, 29 de novembro de 2009

Lie To Me & Linguagem Corporal



Ler a mente das outras pessoas, descobrir o que elas pensam sobre nós ou sobre outras coisas, etc., acho que sempre foi um dos “poderes” mais desejados por todos. Essa idéia já foi muito badalada na TV, seja em filmes, séries, quadrinhos, etc.

Muita gente já quis e muita gente quer ter esse poder; facilitaria muitas coisas na vida da gente, não? Daria pra evitar um monte de situações desagradáveis e aproveitar melhor as agradáveis.

Sempre tive curiosidade sobre esse assunto e uma coisa foi me levando a outra e indo de contos de ficção do Asimov, onde um robô que lê mentes gera uma grande confusão com a cabeça das pessoas, até chegar à faceta científica da coisa.

Se não tem como ler a mente das pessoas da mesma maneira como se lê um livro (pelo menos nos tempos atuais né, sabe-se lá como vai ser no futuro), é possível chegar a conclusões bem acertadas sobre o que uma pessoa está sentindo ou pensando avaliando certas “pistas” que a pessoa deixa passar; a chamada linguagem corporal e fazendo a análise das expressões faciais.

Primeiro me despertou a curiosidade de ler um livro que passou pelas minhas mãos. “Desvendando os Segredos da Linguagem Corporal” é o nome do livro em questão. Foi escrito por um casal, Allan e Bárbara Pease. Nesse livro eles falam como é dado esse processo de comunicação silencioso que atua em todo tempo que estamos vivendo em um meio social.

Segundo os estudos científicos, somente 7% da comunicação é feita verbalmente, e os outros 93% ficam todos a cargo da comunicação corporal. Daí vem a velha expressão “Um gesto vale mais que mil palavras” e também explica, de certa forma, por que dar o exemplo é uma das melhores maneiras de ensinar ou influenciar “algo” ou alguém.

Segundo os autores, nós todos já sabemos como interpretar essa linguagem corporal; faz parte do instinto humano, está já incutido em nosso ser. Só que não temos consciência disso. Por isso, muitas vezes, ao ver alguém falar algo, pode vir uma “intuição” como “Não sei por que, mas não confio muito nisso que fulano me falou” ou, positivamente, “Realmente, tenho certeza que ele vai agir como falou”. É algo meio abstrato. Aí já foi feito todo o processo de percepção e interpretação da linguagem do emissor da mensagem.


 Esse livro facilita essa interpretação e amplia os horizontes para uma área de percepção muito maior do que a nossa habitual. Confesso que comecei a ler com ceticismo, porém, ao ler e começar a "avaliar" as pessoas ao meu redor, vi que é a mais pura verdade.
Mas não é tão fácil como parece, não é só ler o livro e pronto “Sou o mestre, adivinho tudo sobre todos só de olhar”. É necessário tem bom senso, certa malícia e um quê de detetive estilo Sherlock Holmes, tudo isso aliado a um detalhismo em grande escala.

Enfim, lendo e relendo o livro, e praticando os exercícios, dentro de pouco tempo, dependendo do grau de perseverança de cada pessoa, da pra se ter resultados bem interessantes no dia a dia.

Existem diversos outros livros sobre o assunto, mais pro lado “técnico” da psicologia, que são bem interessantes também, que eu ainda não li, mas pretendo, em um futuro próximo.

Mas outra maneira mais dinâmica de se aprender algo sobre isso, ou pelo menos ter uma noção básica de como funciona, é assistindo o seriado novo da FOX, o Lie To Me. Essa série, é um drama inspirada em psicólogos da vida real que conseguem “ler” a mente das pessoas interpretando a face humana, o corpo e a voz, para expor as verdades e mentiras em investigações criminais.

Tim Roth é o ator principal da série, um psicólogo que é expert na análise de pessoas.
O enredo é bem interessante, com enigmas intrigantes e bem bolados. Durante os episódios aparecem cenas de situações da vida real, com celebridades e personalidades da mídia em momentos de mentiras e outras situações; tudo isso seguido de uma devida explicação.

Para quem se interessa pelo assunto acho que vale muito a pena assistir, pelo menos um episódio, para avaliar.
Costuma passar no domingo às 16h, terça às 22h e quarta às 4h. Mas é bom confirmar  na grade de programação se esse horário ainda é válido; eles mudam tudo do nada.

No site da FOX era possível ver episódios completos do seriado, embora em inglês, mas agora esse recurso só está disponível para quem acessa dos EUA... Que fique aqui registrado o meu repúdio à essa atitude, aliás.

Agora, acho que o seriado e o livro podem falar melhor sobre o assunto melhor.





sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O Galo e a Raposa (Esopo)

Tomei a liberdade de adaptar uma fábula de Esopo, sábio grego, para a linguagem mais coloquial.

A moral é a mesma, e de grande valia, como muitos devem ter conhecimento ao chegar no final da fábula. Sem mais, à fábula em si:


O Galo e a Raposa

No cume de uma alta árvore da floresta, um galo cantava pelos ares, como quem chama alguém para uma conversa amistosa. Certa Raposa que não se incomodava em comer carne com penas, chegou rapidamente ao local da cantoria. Mas notando que o cantor estava mais alto do que ela podia alcançar, disse-lhe:

-- Mas bah! Por que não desces aqui, junto de mim, meu parceiro! Te trago boas notícias, Não leu a última proclama, a que estabelece a paz e a concórdia entre as bestas e as aves? Acabou-se o tempo de nos caçar e devorar mutuamente: só o amor e a harmonia presidem agora os destinos do mundo. Desce, 
 portanto, e chegue mais perto!


O Galo, como quem não quer nada, antes de descer quis colocar a Raposa em prova.


-- Vou sim, raposa, vou sim; mas espera só chegar aqueles dois cachorros que estão correndo na nossa direção.


Ao ouvir isso, a raposa respondeu:
-- Barbaridade! Sinto muito por não poder esperar. Preciso seguir em frente!


-- Mas por que vais tão cedo assim? -- disse o galo. -- Por acaso tu tens medo dos cachorros? Mas não existe agora paz entre todos nós?


-- Sim, mas acho que esses cachorros não leram as últimas proclamas! Fui!


E foi acabar de falar e a Raposa desapareceu num piscar de olhos.

A famosa moral: "É preciso viver sempre prevenido. Pois nossos inimigos vão querer nos enganar com palavras falsas"

A motivação desmotivada (um texto psicodélico)



A ausência de algo que dê motivação para seja lá o que for é bem curiosa...

Se você está num meio onde as pessoas ao seu redor almejam um desenvolvimento, um algo mais para si, uma melhoria, é bem mais fácil desejar o mesmo. Agora se você está só, não tem referencias e também não tem lá sua personalidade forte e independente, fica meio nebuloso o caminho. Aliás, que caminho? Não existem caminhos nesse caso.

Nessas horas vem à mente o porquê das coisas e como tudo seria se não houvesse um algo pra se nortear, ou para afastar um pouco a crua realidade do mundo. Podem pensar em drogas, mas me refiro à música. Lembro sempre da frase famosa de Nietzsche, que diz que sem a música a vida seria um erro. É com ela que sempre concordo.

Como hoje estou meio blues. Separei dois vídeos de duas músicas que pra mim estão no topo dos blues mais sagazes de toda a história de todos os tempos e não creio que jamais surgirá algo como eles no futuro.

Estava vendo o Alien, o oitavo passageiro, e também pensei em falar sobre isso, embora isso mude radicalmente o assunto. Isso me fez lembrar Alien vs. Predador que me fez lembrar o espírito guerreiro de anti-herói do Predador, que apesar de tudo é tocado de sentimentos. O que mostra a cena em que ele ia poupar a vida de um nobre e honorável doente senhor que já iria morrer em breve, pela doença. Acontece que o nobre senhor não reflete claramente e reage tolamente. Sua reação, sua afronta é o que perante o Predador? Um nada; e assim ele consegue o seu fim prematuro, graças a sua ignorância desmedida e ganância sem fim.
Pelo menos ele morreu fazendo o que queria.

A humanidade viaja na personalidade desse velho boçal que quer tudo e chega ao fim de maneira ignóbil. Mas ainda resta uma pequena esperança de que o velho se ligue na situação e passe a cuidar melhor de sua saúde, para viver um pouco mais e aproveitar a vida. Ou quem sabe tomar noção do que á aproveitar e morrer mais sabiamente.

Enfim, fica aqui o final desse post desconexo com dois vídeos clássicos de shows que eu gostaria de ter assistido.



quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ler devia ser proibido.

Pequeno video em homenagem à leitura...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Aprimoramento de recurso para o Blogger.


Alguns de vocês dever ter imaginado o que o link “Próximo Blog” na barra de navegação faz, e clicado nele uma ou duas vezes. Próximo Blog geralmente te levava para um blog aleatório, escrito por um blogueiro aleatório. Seu companheiro de Blog poderia estar escrevendo numa língua que você não conhece. Ou você pode ser alguém que gosta de ler sobre comida e restaurantes da Alemanha, mas aleatoriamente você poderia parar num Blog que fosse focado em esporte, e escrito em Tagalog.



Nós transformamos o link “Próximo Blog” mais útil, levando você para um blog que você pode gostar. O novo e melhorado link Próximo Blog irá o levar agora para um Blog de conteúdo similar, numa língua que você pode entender. Se você está lendo um Blog espanhol sobre comida, o link Próximo Blog tenderá a o levar para um outro Blog sobre comida. Em espanhol!

Você poderá descobrir um blogueiro interessante que tenha hobbies similares aos seus, tenha gosto similar em parafernálias eletrônicas, goste de esportes que você gosta, ou que tenha curiosidades e interesses parecidos.
Nós vamos finalizar liberando esse novo e desenvolvido link Próximo Blog durante a próxima semana e esperamos que vocês gostem de descobrir Blogs do interesse de vocês.

Isso tem sido um esforço de trabalho, porém agradável, para o time do Blogger e nós gostamos do suporte que recebemos de outros grupos do Google. Realmente esperamos que vocês aproveitem o novo e mais relevante link Próximo Blog tanto quanto nós aproveitamos.

Por Helen Kang, Engenheira de Software, Blogger

(Traduzido do Blogger Buzz)



Testei o recurso hoje, abri meu blog e cliquei no "Próximo Blog".
Primeiro fui levado para um blog em espanhol, com tirinhas de desenhos e caricaturas (o assunto foi ok, mas o idioma não foi como disseram no texto).
Repeti o teste uma segunda vez e fui para num blog rosinha de bijuterias em inglês (¬¬)
Pela terceira e última vez, repeti o teste e fui para num blog em alemão sobre um assunto que não consegui descobrir.


Enfim, como o o post da notícia no Blogger Buzz foi feito no dia 10, e avisa que estará disponível pra semana que vem, creio que ainda não esteja valendo pra agora; de qualquer forma, vale a futura informação.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Clube de Autores, uma idéia genial.


Uma das melhores idéias que já aí pela internet, pelo menos no campo comercial-literário, foi a criação do site “Clube de Autores”.


Para quem sempre pensou, ou pensa, “um dia eu vou escrever um livro sobre tal coisa”, não falta mais nada a não ser escrever e colocar a venda.


Não precisar gastar nem um centavo para ter seu próprio livro agora.


Funciona da seguinte forma.


Com o livro já pronto, basta entrar no site Clube de Autores, fazer um cadastro e enviar o livro em formato .pdf para eles. Durante o cadastro, ao colocar o número de páginas do seu livro, o site lhe dirá um preço que será o custo para impressão do livro; aí você escolhe o quanto quer que custe o livro, os seus direitos autorais, os valores são somados e se tem o valor total do livro que passará a estar à venda no site.


Caso alguém compre o seu livro, será enviado um pedido para a editora, que irá imprimir o número exato de copias vendidas e irá enviar para o devido destino.


O dinheiro da venda, seu valor de direitos autorais, será depositado em sua conta bancária, quando esse valor chegar ao mínimo de R$ 100.


Além de tudo, o site explica diversas outras coisas referentes à publicação do seu livro. Existem cursos sobre como divulgar, como criar uma capa para livro, etc. Fornece também informações sobre como registrar o livro na Biblioteca Nacional, dentre outros detalhes.


Basta realmente escrever o livro, mais nada. A revisão também não compete ao site, o livro já deverá ser cadastrado devidamente revisado.


É simples, rápido e sem gastos.


Esse tipo de coisa eu acho que deve ser extensamente divulgada por aí, daí o motivo de eu mencionar aqui no Blog também.
Esse tipo de incentivo é muito importante para quem gosta de escrever.


Espero conseguir colocar algum “livro” meu lá dentro de um tempo.
Achei interessante que você pode escrever um livro, colocar pra vender e comprar você mesmo, nem que seja somente para ter uma cópia de seu próprio livro (risos).


Enfim, fica aí essa dica. A internet oferece muitas oportunidades de ganhar dinheiro sem sair de casa, é só ter a idéia certa e colocar pra frente.

Você pode entrar no Clube de Autores AQUI.

domingo, 8 de novembro de 2009

Benjamin Zander fala sobre música e paixão...

Benjamin Zander é um maestro inglês e diretor de música da Orquestra Filarmônica de Boston.


Neste vídeo ele fala um pouco sobre música clássica e a relação dela com nossa vida. É realmente muito interessante, vale a pena ver.


Existe opção para legenda em português.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Huun-Huur-Tu, uma viagem sonora


Ontem à noite, após ouvir o álbum “Oriental Metal - An Eastern Asia Dinasty”, graças à indicação do Blog de um amigo (aqui ó!), ouvi uma música de uma banda chamada Egofall, da Mongólia.
Essa música deles, chamada “Spirit Of Mongólia” tem uma introdução bem interessante, com um vocal muito marcante e hipnotizante, que utiliza uma técnica chamada “Throat Singing”.

Isso me fez lembrar de algo que eu já havia esquecido há uns anos. Quando eu morava no RJ, ouvi, num carro de um amigo “meio louco”, algo parecido com essa introdução e ele me explicou que era algo cultural, do oriente; não me recordo o que ele falou exatamente, mas fiquei a fim de ouvir mais, mas acabou que perdi contato com ele e esqueci.

Ao ouvir essa música ontem, voltou à minha memória essa recordação e comecei a trilhar mais uma vez o caminho tortuoso e repleto de opções que é se fazer uma pesquisa na net, com a ajuda do grande oráculo Google.

Eis que chego ao grupo mongol Huun-Huur-Tu.
Esse grupo é oriundo da República autônoma soviética de Tuva, uma região esparsa entre planícies, campos, florestas e montanhas que fica a 2.500 milhas ao leste de Moscou, situada no centro da Ásia, norte de Mongólia. Esse estilo de música deles mostra raros instrumentos e preserva o que é uma das mais antigas formas de música do mundo.

O mais conhecido gênero da música de Tuva é o “xöömei” (a técnica throat-singing). Nessa técnica o vocal canta de uma maneira que pronuncia duas notas simultaneamente, o que em algumas partes, geralmente nas agudas, da impressão de um som de flauta.

O Huun-Huur-Tu é um quarteto; foi formado em 1992 por Kaigal-ool Khovalyg, os irmãos Alexander e Sayan Bapa e Albert Kuvezin. O nome Huun-Huur-Tu significa “raios de sol”, em tradução livre. Os temas abordados nas músicas são sempre ligados com a natureza, pássaros, vento, chuva, rios, cavalos (animal muito importante na cultura de Tuva), etc.

Segue um vídeo (dentre vários que existem deles no Youtube) para mostrar como é o estilo de música deles. É bem marcante e exótico.
Passa uma grande tranqüilidade também, por lembrar a natureza, talvez.




Para mais informações sobre eles:


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Tema dos Simpsons (Simpsons Theme)


A fama dos Simpsons é inegável.
Sempre assisti esse desenho e sempre foi um dos meus preferidos, até hoje. Como muitos outros desenhos, é normal a música tema ficar gravada na nossa mente.

É fácil ver como isso não aconteceu só comigo fazendo uma simples e rápida visita ao Youtube e digitando os termos “Simpsons theme”. A quantidade de versões para esse tema, das mais loucas às mais “sérias”, é vasta.

Separei algumas que achei mais interessantes e criativas aqui, aproveitando também para falar algo sobre o músico e/ou grupo em questão.



Canvas é um grupo de vocalistas que faz versões a capela de várias músicas por aí, existem as músicas bem interessantes com eles cantando aqui.



Esse cara é bom! (estilo propaganda do César Maia) Não é fácil usar essa técnica na guitarra, o que uns chamam de só tapping e outros de piano technique; pra ser sincero, não conheço as definições e termos técnicos pra coisa, mas é algo que dá mais riqueza ainda para o som. Achei o Blog dele (que por coincidência também é do Blogger), onde tem links pra todos os vídeos que ele tem no Youtube, além de liberar para download o EP em mp3: Blog do Zack.



Grupo peruano de violonistas que tocam desde música clássica até música popular e folclórica. Eles já têm três álbuns lançados (a música tema dos Simpsons aparece no primeiro álbum deles, o “Cuarteto Aranjuez 1997 – 2001”) e algumas turnês mundiais e regionais. Estou até procurando o último álbum deles (de 2003) para adquirir, tem a versão deles pra Carmen, do Bizet. Vale a pena também dar uma visitada no site deles aqui.

Pra fechar, a música dos Simpsons devidamente acompanhada na bateria pelo baterista italiano Andrea Vadrucci (já mencionado nesse blog, aqui).



Existem outros vídeos também de excelentes músicos por lá; dentre elas, recomendo atenção especial na versão de Tal Zilber (pianista clássico).

O Youtube como sempre, ótima ferramenta para divulgação, globalizando a esfera musical. Um viva para o Youtube e a liberdade de expressão.

Ruído de Minas pra todo mundo

Fui informado e estou apenas repassando.

Aquele documentário que passou na MTv a uns meses atrás, sobre as bandas de metal de MG foi disponibilizado para download gratuitamente pelo myspace do próprio documentário.

Eu mesmo ainda não consegui ver, mas agora vou baixar para assistir.

Segundo o site Whiplash "Com direção de Filipe Sartoreto, produção de Gracielle Fonseca e edição de Leandro B. Lima e do diretor, o documentário fala sobre o início das bandas da capital mineira tais como SARCÓFAGO, SEPULTURA, SEXTRASH, MUTILATOR, WITCHHAMMER, CHAKAL, HOLOCAUSTO, entre outros."


Para quem curtir:


Myspace

Notícia no Whiplash

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Isaac Asimov - Azazel e O Cair da Noite


Tenho que confessar que era e sou ainda preconceituoso com algumas coisas da vida.


Uma das quais sempre tive aversão inexplicável, por ignorar o assunto (de diversas maneiras), foi a literatura de ficção científica.



Robôs, viagens para o espaço, vida em outros planetas nunca me atraíram muito (não livros sobre assunto, apesar de certa queda que sempre tive por Óvnis, etc.). Mas de uns tempos pra cá tenho ficado mais curioso para conhecer o assunto.


Uma série de fatos originou essa vontade de passar a ler sobre isso. Uma das coisas foi o pensamento “Ah, por que não ler algo do Asimov, tantos já me falaram dele?”, isso durante uma caminhada por um “encontro de sebos” no centro do RJ. Peguei dois livros dele, os que me chamaram atenção de cara, só pela sinopse.



Um deles foi o “Azazel”. Livro com contos sobre o Azazel, um diabinho de dois centímetros que é capaz de realizar os desejos de seu mestre. Mas esse diabinho é bem temperamental e não conhece bem os costumes sociais de nosso meio; isso tudo gera algumas confusões bem interessantes. É um livro bem legal para se distrair e rir um pouco, o humor é num estilo bem lógico e racional, bem dentro do jeito do Asimov, pelo que tenho notado.


Na introdução, Asimov também disserta um pouco sobre o humor em si; é bem interessante o conceito e as idéias dele sobre o assunto, sobre a razão de nós rirmos, e no que consiste de humor numa história, da onde vem essa fagulha que da o toque de hilaridade na história.

O segundo livro dele que adquiri foi “O Cair da Noite” (Nighfall). Esse livro é um romance de ficção muito interessante, depois descobri que esse foi o livro que lançou o Asimov na fama.



Nesse livro, Asimov narra a história de uma sociedade que vive em um planeta (Kalgash) que tem seis sóis, e a noite (devido a um eclipse raro) só acontece a cada 2049 anos. A abordagem psicológica, filosófica e comportamental das pessoas dessa sociedade e o estilo de narração do conto são impressionantes. Eu nunca tinha lido algo semelhante antes. É possível se traçar várias semelhanças desse povo ficcional com nossa sociedade, incluindo o papel de certas instituições religiosas e suas influências nas pessoas em geral.





Mais tarde, pesquisando sobre o autor, vejo que foram poucos os assuntos sobre os quais ele não escreveu, o que é mais surpreendente. De ficção científica até ensaios sobre Shakespeare ele percorreu com a caneta em suas folhas.

Enfim, vale muito a pena pegar qualquer livro dele para ler. Estou no terceiro, mas tenho certeza, pelo que já vi, que não deve ter livro algum dele que não seja interessante.

Existem alguns livros dele em edições de bolso, o que facilita bastante, tanto financeiramente quanto na facilidade de se encontrar a venda. Basta dar uma olhada nos sites como Lojas Americanas, Submarino, Fnac, Saraiva, etc.

Fica a dica.