segunda-feira, 29 de junho de 2009

Direção Defensiva

Para quem se interessa por direção defensiva, descobri na web uma cartilha, de download gratuito, com a teoria sobre isso.
Nos dias de hoje, é muito importante ter ciencia e aplicar as dicas mencionadas.

Segue o link para download da cartilha: Download

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Mais um ponto a favor do SI

A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou na última quarta-feira (17) o Projeto de Lei 1416/07, do ex-deputado Barbosa Neto (PR), que obriga os produtores e importadores a informar as características dos bens destinados ao consumo em unidades do sistema métrico universal. O texto estabelece ainda que a altura, a largura e o tamanho da diagonal dos monitores de televisão e de computador deverão ser informadas em centímetros, e não mais em polegadas, como é hoje.

A proposta foi relatada pela deputada Ana Arraes (PSB-PE) e altera o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90). A relatora lembrou que, desde 1953, o Brasil é signatário do Sistema Internacional de Unidades, que normatiza as grandezas a serem usadas para medição de volume, comprimento, massa e tempo, entre outras. A uniformização é definida pela Organização Internacional de Metrologia Legal (OIML).


"Como nosso país adota o sistema métrico, nos parece óbvio que as informações sobre medidas de produtos sigam esse sistema", disse Ana Arraes.

A comissão aprovou emenda da relatora que ajusta a redação do projeto, sem modificar a medida prevista.

Tramitação O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. A proposta já foi aprovada pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.


Íntegra da proposta:
- PL-1416/2007


É lógica a opinião da deputada, faz todo o sentido; na minha opinião. Eu espero que essa iniciativa seja prolongada pra outros meios; o sistema métrico de medidas já é tão antigo e de aceitação tão grande que já deveria ter dominado totalmente o globo. Assim facilitará em muito a interpretação e o estudo das coisas, economizando o tempo (que hoje é tão vital) que se gastaria fazendo conversões e mais conversões.


(crédito da foto: Anna Izabel Nunes)


Site da Câmara dos Deputados

Funcionário do Paulo Coelho e sua eficiência

Funcionário de Paulo Coelho repõe o papel da impressora do escritor.


PS.: Retirado de twipic , tópico do Twitter.


(O conteúdo desse blog pode não refletir minha opinião pessoalem alguns casos)

domingo, 21 de junho de 2009

Zemanta, o Plug-in gente boa.

Estava lendo o Blogger Buzz esses dias, e me deparei com uma ferramenta auxiliar para criar posts simplesmente incrível.

Trata-se do Zemanta, é um plug-in para Firefox e IE, mas possui também disponibilidade para o Chrome e o Safári (Pode efetuar o download aqui).

Funciona da seguinte forma: Enquanto você escreve seu post no seu blog do Blogger, o Zemanta abre uma sidebar ao lado do editor de posts. Depois que você escrever algumas poucas frases, o Zemanta analisará as palavras no seu post e fará sugestões de imagens e vídeos relevantes para o seu post; com um só clique seu, ele insere esse conteúdo no seu post.


Além disso, o Zemanta procura frases/palavras que são familiares e torna mais fácil para criar links dessas palavras para URLs sobre o assunto. As frases/palavras aparecem imediatamente abaixo do editor de posts do Blogger, e clicando nelas, automaticamente é criado um link pro site indicado pelo Zemanta na palavra do seu post. O link criado pode ser pra qualquer lugar: páginas, mapas, vídeos, imagens, etc; bem mais prático e simples do que ficar criando links lá pelo botão de hyperlink.


Os famosos marcadores também sofrem a influência benéfica do Zemanta. O Zemanta automaticamente sugere e cria marcadores, baseado no texto do seu post.

Ainda existe a coluna “Latest Update”, que fornece uma lista de posts oriundos de outros blogs/sites sobre tópicos similares. É uma ótima maneira de descobrir sites que tratam de assuntos semelhantes aos do seu blog. Basta clicar em algum desses sites/blogs que é automaticamente criado um link no seu post também (na parte inferior), indicando a leitura para os visitantes de seu blog, ficando classificado como “Related reading”.

Existe também a opção "reblog", situada no fim de cada post. Caso você queira colar um post de outro blog (pode ser também um trecho somente desse post) no seu blog, para comentar sobre, basta selecionar o texto que deseja copiar, clicar no reblog e ele automaticamente envia para seu editor de posts.

Eu ainda estou experimentando esse plug-in, instalei recentemente; mas, até agora, tenho achado genial e realmente muito útil. Poupa muito tempo em buscar imagens relativas no google, e formatar links, inserir vídeos do youtube, etc. Claro, isso para quem curte colocar imagens e outros tipos de mídias em seus posts. Aí vai de cada usuário, mas não deixa de ser uma ótima opção. Achei muito importante e interessante o princípio do Zemanta de promover e unificar a interação entre todos os blogs da web.

Abaixo segue um vídeo (em inglês) explicando a funcionalidade do Zemanta e suas facilidades.





(Esse post, tirando alguns parágrafos, foi traduzido do post original do Blogger Buzz).
Reblog this post [with Zemanta]

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Starcraft 2 poderá sair sagazmente ainda esse ano.



A nova versão do clássico jogo de estratégia Starcraft está quase pronta e será lançada ainda esse ano, provavelmente, segundo a produtora Blizzard (foi anunciada a sequência em 19 de maio de 2007).


A já consagrada Blizzard, produtora e editora de diversos jogos, como The Lost Vikings, Blackthrone, Rock N’ Roll Racing, Diablo, Warcraft, dentre outros, começou suas atividades lá por meados de 1991 (nessa época se chamava Silicon & Synapse) e até hoje está na ativa, agora mais voltada para jogos para PC e Mac.


O jogo mais recente deles que joguei foi o Warcraft 2 e o Diablo 2, portanto ando meio desatualizado em termos de experiências nos games, porém sempre fui grande fã de Starcraft.


Starcraft é um jogo de estratégia bem parecido com o Warcraft em diversos aspectos básicos referentes à estratégia, porém o enredo e as épocas “históricas” são completamente distintas. Starcraft foi o jogo mais vendido em 1998, chegou até a ganhar o prêmio de melhor jogo de estratégia para computador do ano, concedido pela Academy of Adventure Gaming Arts and Design. Cerca de 9 milhões de cópias foram vendidas no mundo desde o seu lançamento.

Na Coréia do Sul existem até competições profissionais, com equipes patrocinadas por grandes empresas e transmissão de batalhas pela TV.


Eu tinha aqui no meu PC esse jogo, mas emprestei para um amigo o CD e esse amigo viajou, e agora estou impedido de jogar, mas a primeira versão é bem fácil de conseguir; em lojas como a Casa & Vídeo, se vende em preços promocionais, cerca de 10 reais. É uma boa pedida pra quem curte estratégia.


Um dos designers, Chris Sigaty, falou em uma entrevista, no site Press 2 Play (o site está em sueco, mas da pra traduzir pelo google), que a intenção é lançar o jogo até o fim do ano, porém falou também que não será lançado até que esteja perfeitamente acabado.


As raças presentes no jogo serão as mesmas da primeira versão, os Terrans (os mais adaptáveis às condições externas), os Zergs (consciência coletiva artrópode – animais invertebrados caracterizados por possuírem membros rígidos e articulados) e os Protoss (guerreiros humanóides utilizadores de tecnologia psiônica - fator ou energia utilizado para obter um evento para psíquico).


O enredo básico do jogo se passa num futuro pós-apocalíptico, mais precisamente, no ano de 2499, onde já não restam mais recursos naturais no planeta Terra, e aí a humanidade passa a viajar pelos outros planetas do universo para continuar existindo; explorando e gastando recursos naturais de outros planetas. O que gera uma certa dúvida: em vez de usar a tecnologia avançadíssima para se viajar para outros planetas, por que não usar para criar outros meios de obter combustíveis e recursos no planeta? Mas enfim, é somente um jogo, não precisa ter muito sentido. O que diria uma pessoa sensata de um encanador italiano bigodudo que disputa competições de kart e atira cascos de tartarugas em seus adversários, também deveras incomuns?


Segue abaixo um vídeo com o trailler do jogo:




Fontes:


Wikipédia - Blizzard

Wikipédia - Starcraft

G1

Site oficial do Starcraft

Site da Blizzard Entertainment

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Han, o Malandrão


Quem é que não conhece aquela pegadinha de se tocar no ombro, por exemplo, esquerdo de uma pessoa, sendo que você está do lado direito? Aí, por instinto a pessoa olha pro lado esquerdo, procurando quem a chamou, por vezes culpando outro ou, caso não exista ninguém, ficar com aquela cara de “dã... me pegaram... engraçadão...”.
Essa pegadinha sempre rolava nos tempo da escola, e pra algumas pessoas, talvez role até hoje, dependendo do tipo de zoação social de cada um.

Observem no minuto 7:00 deste vídeo, como Han Solo utiliza essa pegadinha no campo de batalha, mostrando que ela pode ser de vital importância em situações de conflito armado. Observem a estratégia bem trabalhada do ataque sutil.


O épico e desconhecido mistério de Fofão



Fofão foi uma criatura alienígena, oriunda da Fofolândia, que animou programas de TV nos anos 80, iniciando na TV Globo e depois seguindo carreira passando pela TV Bandeirantes.

Fofão começou na TV Globo sem saber falar, literalmente; só produzia sons ininteligíveis, dignos de seu possível conhecido, o Chewbacca. Mas, com o tempo, Fofão foi aprendendo a se comunicar em nossa língua nativa e em seguida já estava por aí se virando bem no português.


Sua viagem da Fofolândia até nosso planeta é um grande mistério, que jamais foi divulgado. Dizem os rumores que ele veio a bordo do famoso balão mágico, que era o nome do seu programa na Tv.


Fofão foi um grande bang na mídia, ficou muito famoso, seus programas geravam altos índices de audiência e em certa época, na TV Bandeirantes, chegou a receber cerca de 60 kg de cartas por semana. Seus produtos, como bonecos, roupas, revistas em quadrinhos, álbuns de figurinhas, bombons, xampus, etc foram vendidos extensamente pelo país.


A produção artística de Fofão é extensa, produziu até um longa-metragem, em 1988, que foi vendido até para o exterior, e inclusive já existe em versão para DVD, “A Nave sem Rumo”.

Com toda essa fama e sucesso, é natural que apareçam lendas misteriosas sobre ele. Assim como estamos habituados a ver histórias de outros grandes ícones mundialmente famosos.


Uma das lendas urbanas surgidas a seu respeito foi a famosa lenda do punhal demoníaco. Dizem que dentro de seus bonecos, criados a sua semelhança, existia um punhal misterioso, cujo cabo era sua cabeça. Isso da margem a diversas interpretações.



Uns dizem que o punhal é uma analogia, indicando que esse formato retorcido e deformado é o formato do seu real corpo alienígena, jamais mostrado publicamente, sempre escondido nas suas vestes coloridas e chamativas.


A segunda hipótese mais cotada é de que esse punhal, quando usado corretamente em um ritual macabro, de instruções ensinadas no livro Necronomicon (escrito pelo árabe louco, Abdul Alhazred), abra um portal ligando nossa dimensão com outra dimensão desconhecida. Essa hipótese é reforçada pelo enredo do longa-metragem de Fofão, onde uma perigosa micro célula que contem um grande segredo capaz de transferir pessoas para outra dimensão do universo é implantada no nariz do Fofão.




A verdade sobre esse fato possivelmente jamais saberemos, mas pesquisadores e teólogos respeitados andam pesquisando sobre o assunto, embora as notícias sejam abafadas pela mídia de tendências manipuladas pelo Vaticano.



Fontes:


Fofão e sua turma

Areaterror

Wikipédia

Necronomicon (e-book): Download

terça-feira, 16 de junho de 2009

Nelson, o último dos sagazes.


Nesse post trago uma entrevista do grande e consagrado cantor brasileiro, Nelson Gonçalves.

Nelson era um cara irreverente, de personalidade forte, e voz extremamente marcante.

Nessa entrevista ele fala um pouco de cada fase de sua vida, mostrando um pouco de seu jeito de ser, de lidar com a música e do que pensa sobre a música de outros.


Essa entrevista foi feita em setembro de 1997, um ano antes de seu falecimento e logo após o lançamento de seu álbum “Ainda é cedo”, somente com músicas de bandas de rock brasileiras dos anos 80, como versões de sons do Cazuza, Legião Urbana, Barão Vermelho, etc.



O entrevistador foi Rodrigo Teixeira. Segue a entrevista na íntegra:


Rodrigo Teixeira - Qual foi o critério de seleção das músicas do CD?


Nélson Gonçalves - Já conhecia as músicas. E achei bom gravar estas músicas com a minha divisão musical. Valorizo muito as tônicas. Não dou as notas dissonantes. Vou pelo lado natural. Achei que podia fazer bonito com estas canções. Porque muitas músicas que eles fazem, estes rocks e tal, a gente não entende a letra. As palavras escapam. Você não entende. Então quis fazer uma alteração leviana, minha, com os instrumentos em segundo plano e o coro só pontuando as notas. Gravei só com um terço da minha voz. Tudo bem, ficou suave. Lindo de morrer.

Você grava de prima?


Gravei todas as músicas de prima. Não dá para repetir não. Ouviu uma, grava na outra.

Durante as décadas de 70 e 80 você regravou muitos sucessos seus. Por que só agora resolveu fazer um disco totalmente diferente do que tinha feito?


Porque tem o seguinte. Havia grandes cantores no Brasil. Chico Alves, Orlando Silva, Carlos Galhardo, Vicente Celestino, Silvio Caldas... Mas eles morreram. E parece que só restou eu. Aquela época de ouro dos cantores. Então, com esta invasão, vamos dizer assim, no bom sentido, do rock, do pop, desta coisa toda, do reggae, que todo mundo canta, as moças cantam, eu, pra não ficar fora desta coisa, embora o Brasil hoje não seja um país só de jovem, ta quase dividida a população, achei bom misturar isto daí e juntar as duas gerações, terceira idade e jovem. Então escolhi as músicas com o Robertinho do Recife. As tônicas estão todas certinhas. Não diz saudadi, diz saudade. Não diz rosá, diz rosa. Não diz casá, diz casa. Foi a primeira vez que trabalhei com ele. É um bom produtor. Novo. Ele me ouviu muito. Nos reunimos antes. Disse para ele que queria um som como se fosse dentro de uma igreja vazia. Fica um som no ar. Não é um som sentado.

Qual a sua preferida do CD?


Não posso falar, senão vou machucar os outros (risos).

Ano passado fizeram uma peça em sua homenagem. O que achou daquilo?


Achei boa. Faltam alguns detalhes importantes, mas…

Por exemplo?


Não vou dizer para não machucar o rapaz (risos).

Tem alguma cena que você viu, que te tocou?


Não, sabe por quê? Na peça que ele passa para mim, solo e tal, e eu sou um pouco irreverente. Não mal criado, irreverente. Digo não, sim. Deram uma lapidada na pedra bruta. Mas ficou bom.

Em 60 anos de carreira, quais os momentos que mais te marcaram?


Comecei a cantar em 1937. Minha emoção maior foi o meu primeiro disco. Quando ouvi meu primeiro disco. Fiquei pensando: “Eu canto bem”. Havia aquelas vitrolas que você colocava as moedas para tocar as músicas, voltava para casa sem um níquel porque colocava na vitrola para tocar. Quando acabei de ouvir o disco, foi uma emoção. Muito bonito. Foi aí que lancei um ritmo novo: o samba sincopado (demonstra tocando). Nasceu comigo. A divisão é difícil de fazer. E depois foi em 73 e 74, quando recebi o prêmio Nipper (aquele do cachorrinho beagle do gramofone), da RCA, que só tem dois no mundo. Um o Elvis Presley e o outro eu. Veio ao Rio o presidente da RCA americana, especialmente para entregar o prêmio. Pelo tanto de anos e de vendagem de disco.

Qual a sua marca?


Já vendi 78 milhões de discos. Gravei 127 LPs, 26 CDs, com este 27, 200 compactos duplos, 200 compactos simples, 200 fitas cassete, e 103 discos 78 rotações, como era antigamente.

Depois de tudo isso tem algum projeto que você ainda queira fazer?


Vou gravar um CD com rock, pop, reggae, samba. O próximo. Vamos misturar a música tradicional minha com a dos jovens novamente.

Gravar atualmente é mole perto do início de sua carreira…


Antes a gente gravava com dois canais e o veículo era o rádio. Em algumas rádios tinha um cara que via o meu disco e riscava. Boicote. Um compositor chamado Nilton de Oliveira.


Como você analisa estes compositores atuais? Não existe mais da estirpe de um Ataulfo Alves, Lupicínio Rodrigues... Atualmente faltam compositores nesta linha do bolero…


Hoje ficou muito mais fácil. Antigamente você queria pegar uma mulher para transar você tinha que namorar, levar para dançar. Hoje em dia não. Você pode ficar com três, quatro na mesma noite. Então está fácil demais. E é por isso que está assim. Qualquer um compõe.

Você não gosta da música atual?


Ta aí a dança do tchan. A dança da bundinha. Daqui a pouco vão fazer a dança da bucetinha, vocês vão ver…

De todos os compositores, qual caia como uma luva para a sua voz?


Lupicínio Rodrigues.


Você apontaria um herdeiro musical desta sua escola, que realmente cante de verdade?


Sou o último dos Moicanos. Gostaria que tivesse, mas é muito difícil, porque sou baixo-cantante, pego três oitavas. É muito raro…

Você chegou a estudar música. Você lê partitura?


Sim, leio. Estudei voz com o Zebolati e música com Moacir Santos.

Você gravou com muita gente que seriam seus filhos musicais neste CD. Você se surpreendeu com eles quando foi gravar?


Tive surpresas sim, mas não foram agradáveis. Eles pensavam uma coisa: vamos cantar com o velho, chegaram lá e a coisa foi diferente. Teve um cantor que disse assim: 'Vê o tom do velho aí que eu canto'. Eu falei pro maestro vê o tom dele que canto igual. Começamos a cantar e ele não conseguiu acabar a música… Parece que estava com diarréia. Um famoso cantor de boné… O meu horário de trabalho é nove horas da manhã. Acordo, gravo e, no outro dia, está pronto o LP. Tem gente que grava uma música por um dia, repetindo, repetindo… Gravei este disco doente, de cama. Tive uma isquemia no miocárdio. Mas foi fácil gravar.

Qual a que você mais gostou?


Para mim todas foram boas. Os cantores que foram ouvir lá choraram. Ta passando mal? Não, Nélson, é emoção. É a música que eu fiz, que coisa. Lágrimas. Que é isso? (risos)

Logo que surgiu a bossa nova você fez aquele disco 'Nós e a Seresta'. Tinha uma música chamada 'Seresta Moderna' que você brincava com o pessoal da bossa nova. Dez anos depois, você gravou Tom Jobim. Com o tempo o senhor deu mais valor ao pessoal da bossa nova?


Daquela época, me aponta um que ficou…

João Gilberto.


(agitado) Ele canta alguma coisa? Não canta nada. Tom Jobim foi um compositor excelente. Vinícius de Moraes.
Mas cantando, tchuntchuntchun…


Na bossa nova inaugurou-se um novo jeito de cantar, baixinho...


Sabe como era o apelido do João Gilberto? Fim de Noite. Era ele com o violão!

Depois da bossa nova qualquer um começou a cantar?


O culpado disso é o João Gilberto. O Diminuto. Cantar sem voz. (Imita João Gilberto… risos) 'Saudade que você não tem… Passa comigo que você vai ver… hum, hum, hum'… Amplia, bota som… Puta que pariu! Imagina ele na cama com uma mulher? (Imita de novooo!!!) ‘Meu amor, ai que gostoso’… Ah, vai para o raio que te parta! Eu não sou assim não. Eu sou agressivo, sem bater. Amorosamente. Vem cá, me dá aqui!!!?

Quais os lugares que você freqüentava no Rio de Janeiro nos anos 50?


Os piores. A Zona, na Sapucaí, na Lapa… Não se via assalto. O submundo era bem menos barra pesada.

Você saiu do Sul com quanto tempo?


Com dois anos. Fui para São Paulo, onde morei no Brás. Mas o Adoniran começou comigo a vender anúncio para a Rádio Record. Eu ralei um bocado.

Qual o conselho que você daria para um jovem que está começando uma carreira?


Tem que receber o não como sim. E vá em frente. Tive no Rio e fiz teste, sendo cantor profissional em São Paulo. Cantei na Marink Veiga, na Rádio Nacional, no Celso Guimarães, Ipanema… Só ouvi ‘não gostei’. O Ary Barroso me mandou jogar boxe que ‘eu não cantava nada’. Se for um qualquer, desiste. Mas fui à luta! E depois que fiz sucesso, ele veio falar que ‘estava brincando’. Aqui para você!!!

As letras de sambas-canções tinham muito aquela coisa de você mudou de dono... Como avalia as letras hoje?


Eles falam da mulher indiretamente. Dizia ainda é cedo. Uma menina me falou. Não falam o nome da mulher, mas falam da mulher. Indiretamente e branda. A minha maneira é mais: ‘Vamos lá’… Eles falam, ‘você é linda’ e eu, ‘você é gostosa!’ Acho que as coisas mudaram para melhor, embora haja um avanço meio inoportuno para a atual infância. A criança está ficando adulta muito cedo. Dança da bundinha para lá e para cá… Cresce como? P-U-T-A. Isso que é o mau. Mas vai ter uma virada. Uma suavizada.

Você ainda compõe?


Sim. Tem até um verso, que chamo de “Esquerdo do Amor”. Tem o lado direito do amor, que é o cara casado, direito, correto, trabalha, chega em casa tem a mulher, não tem amante na rua… E tem o lado esquerdo, que é aquele cara que prevarica na rua, dorme na rua… É o Esquerdo do Amor: “MENTI, E COMO CONSEQUÊNCIA PERDI, TEU AMOR E TUA INOCÊNCIA. SOU AGORA UMA SAUDADE ESQUECIDA, UMA LEMBRANÇA PERDIDA, EU SOU O VAZIO QUE FICA DEPOIS DO AMOR, EU SOU O TÉDIO, O ÓDIO E O DESPEITO, SOU TUDO O QUE NÁO É DIREITO, EU SOU O ESQUERDO DO AMOR”.

Alguma vez você foi o Esquerdo do Amor?


Fui. Olha esta aqui. “SERÁ QUE VOCÊ MENTIA, NO TEMPO QUE ME DIZIA, EU NÃO VIVO SEM VOCÊ, OU É AGORA QUE MENTE, QUANDO PASSA INDIFERENTE, FINGINDO QUE NÃO ME VÊ”. Olha, eu tenho segundo grau!

Quando é que você começou a sossegar este lado esquerdo do amor?


Sossegar? Fui casado quatro vezes. Tenho 78 anos de idade, mas eu tenho... Eu tenho 22cm de pau… Tenho um tesão filha da puta. Canto com um tesão do caralho. (Olhando para baixo, em direção da prótese) Não posso ir à piscina. Por causa do volume. Parece uma cartucheira 45.



* Nelson se chamava Antônio Gonçalves. Ele nasceu no dia 01 de junho de 1919 em Santana do Livramento (RS) e faleceu em 18 de abril de 1998 no Rio de Janeiro.


* Entrevista concedida ao extinto caderno cultural Cult Press, da agência carioca Carta Z Notícias.



"Este país não tem memória.
Alguém sabe quando morreu Chico Alves?
É por isso que quero ser cremado:
pra ninguém fazer xixi na minha campa"




Faixas do álbum "Ainda é cedo":


1 - Como Uma Onda (Nelson Motta/Lulu Santos)
2 - Faz Parte do Meu Show (Renato Ladeira/Cazuza)
3 - De Mais Ninguém (Marisa Monte/Arnaldo Antunes)
4 - Meu Erro (Herbert Vianna)
5 - Ainda é Cedo (Ouro Preto/Renato Russo/Dado Villa-Lobos/Marcelo Bonfá)
6 - Você é Linda (Caetano Veloso)
7 - Bem Que Se Quis (Pino Danielle/versão Nelson Motta)
8 - Caso Sério (Rita Lee/Roberto Carvalho)
9 - Nada por Mim (Herbert Vianna/Paula Toller)
10 - Simples Carinho (João Donato/Abel Silva)
11 - Estácio, Holly Estácio (Luis Melodia)
12 - Me Chama (Lobão)





Fontes:


Post original da entrevista: Overmundo - Entrevista Nelson Gonçalves


Sobre Nelson: Mpbnet, Wikipédia


Perfil de Rodrigo Teixeira: Overmundo - Rodrigo Teixeira

domingo, 14 de junho de 2009

Uma Família da Pesada (Family Guy)


No seguimento de humor negro, esse desenho criado por Seth Macfarlane em 1999 para a FOX, explora mais o âmbito sarcástico e ácido da vida do que seus semelhantes, como Simpsons, South Park e outros.

Além do gênero extremamente ácido e sarcástico, o desenho tem certas pitadas de nonsense e é repleto de flashbacks inesperados e exóticos.


A família Griffin mora na cidade de Quahog, Rhode Island (cidade fictícia) e lá se envolve em diversas situações, ora abordando mais uns personagens, ora outros, mas sempre colocando o Peter, chefe da família Griffin, em destaque.

Peter lembra em muitos aspectos o arquétipo do Homer Simpson, embora tenha certas diferenças na personalidade que o difere bastante.


As sátiras feitas de outros desenhos, filmes, seriados e bandas musicais merecem grande destaque. Especialmente as versões “alternativas” de clássicos musicais como a versão acústica que Peter toca e canta da música Rock Lobster (do B52’s), para Cleveland (seu amigo e vizinho) com o objetivo de tentar animá-lo, depois de um problema amoroso de Cleveland com sua esposa Loretta.

Brian, o cão animal de estimação da família, dotado de inteligência elevada e maneira de viver “estilosa” também merece destaque. É um dos personagens que considero mais engraçado, depois do Peter.


Pra quem curte o gênero, eu recomendo muito, é imperdível.

Mas para quem não curte o estilo e quem tem para si que certos temas como racismo, homossexualidade, problemas envolvendo drogas, entre outros não devem ser alvos de brincadeiras, não é uma boa opção; assim como não deve ser uma boa pedida para pessoas que levam muito a sério brincadeiras e são sensibilizadas com assuntos abordados geralmente com seriedade e dramaticidade por outras fontes.


Não estou dizendo aqui que sou de total acordo com tudo que o desenho passa, mostra ou da a entender e muito menos pelo que cada um que assisitir pode interpretar; mesmo por que o desenho ainda é produzido atualmente e eu não vi todos os episódios existentes.


Fica aqui a dica; e para quem quiser assistir agora mesmo, o site do canal por assinatura FX tem vários episódios inteiros para se ver on-line, legendados.


A FX passa diversas vezes durante a manhã e durante a noite, em diversos horários (uns dublados e outros legendados).

A Globo também costuma passar versões dubladas nas madrugadas dos domingos.


Site da FX : FX - Televisão para grandes homens

Site da Globo: Rede Globo

Cartola - Cartola (1976)


Não sei nem como começar a falar do que pretendo falar.

Ouvi a uns tempos atrás esse álbum e pra mim foi meio que um marco. Já conhecia uns sons soltos do Cartola, mas nunca tinha parado realmente para ouvir com calma.

Pra quem curte samba, considero um álbum indispensável na estante (pra quem tem hábitos antigos como comprar álbuns ao invés de baixar da internet).


Considero Cartola um verdadeiro poeta, um trovador, um cara de origem humilde e simples, mas inteligente e de sensibilidade que poucos artistas têm. Viveu 72 anos, porém deixou uma obra pequena. Pequena em tamanho, mas enorme em conteúdo.

Esse álbum tem clássicos já regravados por muitos interpretes da nossa música brasileira, como Cazuza, Beth Carvalho, Ney Matogrosso, Paulinho da Viola, entre outros. Inclusive, uma das músicas dele (do álbum de 1974), a “O Sol Nascerá” já teve mais de 600 regravações. O álbum foi lançado pelo selo Marcus Pereira, em 1976, foi o segundo álbum do Cartola.


A versão brasileira da revista Rolling Stones elegeu esse álbum como o oitavo disco brasileiro de todos os tempos.

Não costumo dar muito crédito a essas avaliações de álbuns de revistas, mas é algo a se considerar, pelo menos, e vale a pena mencionar.

Recomendo muito esse álbum, pra quem curte o estilo. Só clássicos.


Faixas:

  1. O mundo é um moinho
  2. Minha
  3. Sala de recepção
  4. Não posso viver sem ela
  5. Preciso me encontrar
  6. Peito vazio
  7. Aconteceu
  8. As rosas não falam
  9. Sei chorar
  10. Ensaboa
  11. Senhora tentação
  12. Cordas de aço



"Quem gosta de homenagem póstuma é estátua. Eu quero continuar vivo e brigando pela nossa música. Sinceramente, eu não acreditava que ainda viveria esse tempo de grande justiça que o povo brasileiro - apesar dos pesares - faz à música brasileira" (Cartola, Revista Manchete, 03.12.1977).




Fontes:


Wikipédia


TvCultura


sábado, 13 de junho de 2009

Guerra e Governo, Governo e Soldado


Tracei um paralelo ao ler A Desobediência Civil do Henry David Thoreau e ouvir a letra de Soldados do Legião Urbana.

Só mais uma reflexão oriunda do tempo de viagem nos ônibus da vida.


- Trecho da letra de Soldados:


Nossas meninas estão longe daqui
Não temos com quem chorar e nem pra onde ir
Se lembra quando era só brincadeira
Fingir ser soldado a tarde inteira?
Mas agora a coragem que temos no coração
Parece medo da morte mas não era então
Tenho medo de lhe dizer o que eu quero tanto
Tenho medo e eu sei por quê:
Estamos esperando.
Quem é o inimigo?
Quem é você?
Nos defendemos tanto tanto sem saber
Porque lutar.

Somos soldados
Pedindo esmola
E a gente não queria lutar.


-Trecho retirado de A Desobediência Civil:


“Um resultado comum e natural do indevido respeito pela lei é que se pode ver uma fila de soldados – coronel, capitão, cabo, soldados rasos, etc. – marchando em direção á guerra em ordem admirável através de morros e vales, contra suas vontades, ah! Contra suas consciências e seu bom senso, o que torna essa marcha bastante difícil, na verdade, e produz uma palpitação no coração. Eles não têm dúvida alguma de que estão envolvidos numa atividade condenável, pois todos têm inclinações pacíficas. Então, o que são eles? Homens ou pequenos fortes e paióis a serviço de algum homem inescrupuloso no poder? Visitem o arsenal da Marinha e contemplem um fuzileiro naval, alguém que o governo americano pode fazer ou que um homem pode fazer com sua magia negra – uma mera sombra e reminiscência de humanidade, um homem amortalhado em vida, de pé, mas já sepultado em armas com acompanhamento fúnebre, pode-se dizer, embora também possa ocorrer que:

‘Não se ouviu nenhum tambor, nenhuma nota funeral,

Enquanto levávamos seu corpo para a trincheira final;

Nem salva de adeus disparada por nenhum soldado

Sobre a tumba em que nosso herói foi enterrado.’


Um texto de 1849, de Thoreau, ainda hoje pode ser aplicado no nosso dia a dia. Ainda nas guerras, ainda a doação de si para o governo.