segunda-feira, 14 de junho de 2010

Sobre pseudo-esperança e palavras de Bukowski


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É chato quando uma pessoa sempre diz pra você que vai fazer algo e nunca pode, nunca dá, sempre acontece algo (de causas misteriosas do acaso) que impossibilita tal situação de se realizar. Depois que isso acontece muitas e muitas vezes, o que resta de esperança?

Dizem que a esperança é a última que morre, mas eu acho que isso depende do que (ou em que) você tem esperanças. Acho que quando se tem esperanças em uma determinada pessoa, a esperança pode morrer bem mais cedo do que se espera; afinal, essa pessoa tem poder sobre a vida da esperança, basta uma palavra para ela cometer o homicídio do abstrato.

Ou então nem precisa isso, basta uma série de desculpas para ir envenenando a esperança como uma doença progressiva ou um vício destrutivo.



É curioso como as coisas mudam radicalmente em uma fração de segundos. Hoje estamos assim, amanhã é o oposto. Pra que motivos ou razões? Sempre as buscamos, mas só servem para bagunçar mais as coisas. Melhor talvez ignorar, aceitar ou se resignar. É justo? É certo? É ético ou moralmente correto?
Difícil raciocinar em valores tão instáveis e incertos.

Faz muito tempo que não leio Bukowski.

"Por que há tão poucas pessoas interessantes? Em milhões, por que não há algumas? Devemos continuar a viver com esta espécie insípida e tediosa? O problema é que tenho de continuar a me relacionar com eles. Isto é, se eu quiser que as luzes continuem acesas, se eu quiser consertar este computador, se eu quiser dar descarga na privada, comprar um pneu novo, arrancar um dente ou abrir a minha barriga, tenho que continuar a me relacionar. Preciso dos desgraçados para as menores necessidades, mesmo que eles me causem horror. E horror é uma gentileza." (C. Buk)



Para quem não curtiu as palavras do velho Buk...

Desculpa aí!
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