quinta-feira, 17 de junho de 2010

Sobre Dom e Feeling


De uma conversa na madruga com uma senhorita praticante de trekking do meu Msn (Que é bastante teimosa, mas que para qual armarei uma armadilha futuramente, diga-se de passagem) é que tive ideia para esse post.

Se trata de um post basicamente sobre música. Sobre dom, sobre feeling e sobre técnica.
Essa questão é muito badalada, vemos sempre por aí em comunidades orkutianas, em fóruns, etc, mas aqui vai minha humilde opinião.


O ser humano é rico demais, apesar de tudo de ruim, do egoísmo, orgulho, inveja e ódio, apesar de tudo (e tudo fazendo parte do conjunto) o homem é rico. E a sua riqueza é o que? O dinheiro? Não.
O humano é rico por saber rir e saber chorar. No campo da música é onde quero caminhar. O feeling na música é algo incrível, que nos faz viajar e pensar como é possível tal coisa.

Como conversávamos, existem pessoas que já nascem com o dom para a coisa. Temos exemplos mil desses casos, Chopin, Mozart, Paganini. Mas não só em música clássica, os cito por serem os mais “absurdos” casos.
Mas eu acredito que todos nós temos um imenso potencial dentro de nós, adormecido na maioria das pessoas. Os que conseguiram descobrir isso em si mesmos e conseguiram expor para o mundo são os grandes gênios, os grandes talentosos.
As coisas andam sempre lado a lado. Qualquer pessoa que treinar com vigor, com vontade, gostando do que faz, pode alcançar um grande nível de habilidade, por exemplo, em algum instrumento. Mas desse ponto para ir além é necessário mais, é necessário aí o quê que essas pessoas especiais conseguiram descobrir. O feeling, o dom.

Essas pessoas, que conseguem passar seus sentimentos para a voz ou para o instrumento que tocam, são as que conseguem sensibilizar que os escutam (tendo esses ouvintes também sensibilidade para captar a essência e a sutileza do exposto).
Essas pessoas que transcendem as fronteiras, que trilham caminhos por outras dimensões, são poucas. Vemos uma aqui, outra lá. São as que merece ter valor, as que deveriam ter incentivo.

O feeling é particular de cada um, a meu ver. Mesmo quem não canta ou toca algum instrumento tem o seu feeling. Todos têm. Em uns é mais visível, outros já o escondem sob nebulosas máscaras do dia a dia. Mas são nas pequenas coisas e detalhes que notamos a existência desse quase-mito feeling. Seja num toque, num sorriso ou num olhar. Um olhar mais atento o desvenda...

E cá está ele revelado.
Segue um vídeo da grande Janis, uma das artistas que, para mim, mais consegue passar seu feeling para suas canções.

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