quinta-feira, 1 de junho de 2017

Resenha: Cujo - Stephen King

Resenha: Cujo – Stephen King

O que falar de uma obra de um dos mais importantes escritores de suspense/terror dos tempos contemporâneos, não é? Stephen King dispensa apresentações, escritor renomado, criador de obras como Carrie - a Estranha, O Iluminado, Cristine, A Espera de um Milagre, Misery, etc; com inúmeras obras já transformadas em filmes e em HQs. O histórico de King é vasto e uma rápida busca na internet pode confirmar isso.

Aqui nessa resenha venho falar de uma de suas obras mais marcantes, pelo menos para mim. Trata-se de Cujo, o doce São Bernardo que se torna um assassino incontrolável e imbatível. Um dos relatos contados no livro mostra claramente, e dolorosamente, a transição de Cujo.

A história, além da linha de suspense, relata a vida de um casal recém mudado de uma cidade grande para uma cidade fictícia no interior do Maine, a pequena Castle Rock. Vic e Donna Trenton, com seu pequeno filho Tad, possuem uma vida tranquila, porém com algumas questões de relacionamento do casal não resolvidas.



O livro marca por uma mesclagem de situações de drama com situações de suspense psicológico, com ênfase no segundo. Cujo não é um livro de temática sobrenatural ou paranormal. É simplesmente um cão que pega raiva, sem que seus donos percebam, até que seja tarde demais. King escreve de um jeito muito envolvente, o que faz com que os leitores fiquem presos a história, querendo ler até que tudo seja esclarecido e o fim da história alcançado. O suspense psicológico, já citado anteriormente, é um dos elementos chaves para apego do leitor a história. É quase como se tivéssemos passando por tudo que alguns personagens estão passando. O medo de algumas das situações retratas é de uma realidade quase palpável.

King, explicando como escreve e escreveu seus livros, sempre disse que redige seus medos. Esses medos explorados de diversas formas e tipos foram criadores das obras de King. Medo de solidão, de fãs psicopatas, de palhaços, de cães raivosos.

Sobre Cujo, King diz: “Há um romance, Cujo, que eu mal me lembro de ter escrito. Não o digo com orgulho ou vergonha, somente como uma vaga sensação de tristeza e perda. Eu gosto deste livro. Eu gostaria de lembrar do prazer de ter escrito as partes boas conforme eu as escrevia nas folhas” (King, Sobre a Escrita).

Estruturalmente, Cujo é fascinante. Não há capítulos ou divisões. É um fluxo constante de palavras permeando entre personagens e períodos de flashbacks, porém sempre caminhando adiante.

King complementa: “Ele sempre tentou ser um bom cão. Ele foi atingido por algo… livre arbítrio não era uma opção. Ele está preso em algo que está comandando seu corpo. Ele machuca os que ama. Ele é brutal e sem remorso, por que ele não é ele mesmo.”

Cujo foi escrito em 1981 e há uma versão cinematográfica feita em 1983. Em 1982 a obra ganhou o prêmio British Fantasy Award.

Finalizando, como sempre, sem spoilers, fica a recomendação da leitura dessa excelente obra de Stephen King.





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