sábado, 19 de março de 2016

Monopólio e Telemarketing

Você tem uma bala aí?”. Essa foi a fala de um operador de telemarketing para, possivelmente, seu colega de profissão ao lado, durante um atendimento onde ele provavelmente pensava que a função “mute” estivesse ativa.

Cansado de lidar com essas situações, que não deveriam ocorrer, e cansado de reclamar por estar sem telefone e internet há quase um mês, surge uma certa raiva.


 Raiva das pessoas do atendimento? Não, embora elas possam ter sincero desejo e vontade de resolver o seu problema, estão incapacitadas e limitadas pelo sistema onde se encontram inseridas.

http://sequelado.com.br/tag/fail/page/41/
Qual seria então a causa do problema? Uma ou mais pessoas, em algum lugar, em algum momento do nosso espaço temporal, decidiu algo que gerou dor de cabeça para muitas pessoas. Talvez um procedimento inadequado ou qualquer outra decisão. Porém, seria simplório dizer que essa é a causa e essa pessoa, ou pessoas, é a única culpada.

A causa chave é o que? A falta de disputa econômica. Quantas empresas que prestam esse tipo de serviço em determinada região do país? Muitas vezes temos apenas uma opção. E o que isso gera? Se você tem uma empresa e não tem que se preocupar com concorrência, para que vai investir em produtos, pessoal e processo melhores? O lucro já é certo apenas ficando parado.

A concorrência econômica gera disputa entre as empresas, que procuram ter um serviço diferencial, com mais recursos e menor preço, afinal, se a sua empresa não mudar e crescer, outra vai te engolir. Essa é uma máxima da vida e é o que faz o país crescer. Além de melhor qualidade em serviços, a concorrência gera emprego e modifica positivamente o ambiente econômico.


Felizmente o problema do monopólio anda com seus dias contados. Com a globalização e a iniciativa, muito mais privada do que pública, esse cenário vem mudando, embora não para todos de maneira igualitária. Algumas regiões ainda carecem de mais empresas. Enquanto isso, vamos aguentando o telemarketing e outros absurdos, consequências da falta de concorrência.

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