quarta-feira, 20 de março de 2013

Grandeza e mistérios de Cnossos


Cnossos foi, indubitavelmente, a capital minóica de Creta. Foi o mais grandioso, mais complexo e o mais notável palácio de todos que são conhecidos por nós, e está localizado cerca de 20 minutos ao sul da cidade de Iraklio.

Cnossos foi desabitado por vários milhares de anos. Começou com uma estrutura neolítica em algum período do sétimo milênio a.C., e foi abandonado depois da sua destruição em 1375 a.C., o que marcou o fim da civilização minóica. O primeiro palácio na colina ao lado do rio Krairatos foi construído por volta de 1900 a.C. sobre as ruínas de estruturas anteriores. Ele foi destruído pela primeira vez juntamente com outros palácios em Creta por volta de 1700 a.C., provavelmente por um grande terremoto ou invasão de algum povo estrangeiro. Foi imediatamente reconstruído de maneira ainda mais elaborada e complexa. Até seu abandono foi danificada diversas vezes durante terremotos, invasões, e, em 1450 a.C. pela colossal erupção do vulcão de Thera, e a invasão dos micênicos que o usaram como sua capital enquanto dominavam a ilha de Creta até 1375 a.C.




Arthur Evans, o arqueólogo inglês que escavou no sítio local em 1900 d.C restaurou grandes partes do palácio de uma maneira que é possível para nós, hoje, apreciarmos a grandeza e a complexidade de uma estrutura que resistiu vários milênios e cresceu ao ponto de ocupar cerca de 20 mil m². Andando pelo complexo de construções se pode compreender porque o palácio de Cnossos foi associado ao mitológico labirinto.

De acordo com a mitologia grega, o palácio foi construído pelo famoso arquiteto Dédalos, e de maneira tão complexa que ninguém colocado nele pudesse nunca encontrar a saída. O Rei Minos, quem encarregou Dédalos do serviço, manteve o arquiteto preso para garantir que ele jamais revelasse o plano de saída do palácio para ninguém. Dédalos, que era um grande inventor, construiu dois pares de asas para que ele e seu filho, Icarus pudessem voar pra longe da ilha, e assim eles fizeram. Na saída do palácio Dédalos avisou a Icarus para não voar muito perto do sol por que a cera que colava as asas juntas iria derreter. Durante o vôo de fuga, Icarus, jovem e impulsivo que era, voou cada vez mais alto até o sol derreter a cera e suas asas se separarem; dessa maneira o jovem rapaz encontrou a morte ao cair no mar Egeu. O labirinto era o lar do minotauro. Na mitologia o palácio é associado com a lenda onde Teseu mata o Minotauro.

O mito grego associado ao palácio, onde Teseu mata o minotauro, é fascinante, mas, ao andar pelas ruínas de Cnossos hoje é difícil de se imaginar que o lugar era de tormento e morte. Em vez disso, o palácio irradia alegria e exuberância através dos planos de elaborada arquitetura em volta do canteiro central. 


Incrível “presenciar” tamanho achado arqueológico. O que é intrigante é que o palácio realmente tem a forma de um labirinto. Até onde é plausível e possível de ser real o mito do minotauro? Se a criatura metade homem, metade minotauro não existiu (o que é mais provável visto o que diz a ciência e a pesquisa), teria o labirinto abrigado um outro alguém? Os tempos antigos estão tão afastados e escondem tantas histórias e mistérios que gera um grande empenho investigativo para tentar descobrir a realidade, que, infelizmente ou não, jamais será descoberta com certeza.

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