sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Needful Things (Trocas Macabras)


Às vezes penso que ficar sem internet é necessário para que depois eu possa voltar a utiliza-la. (reflexão interna)

Enfim, ontem, passando pela MGM vi um filme que me chamou bastante atenção. “Trocas Macabras” (Needful Things) é o nome. Como curto muito filmes de suspense e terror (com algumas raras exceções) tinha que ver esse filme, ainda mais durante a madrugada, só faltou a chuva para dar um clima melhor.


Enfim, ao começar o filme, na apresentação, descobri que era baseado num livro do mestre Stephen King. Aí já era, pensei “agora tenho certeza que verei esse filme”. Geralmente minha escolha sobre que filme assistir (ou que outra coisa fazer)  é incerta até os 10 minutos iniciais do filme.


Enfim, esse filme não é muito famoso; eu pelo menos nunca tinha visto falar dele antes. Foi filmado em 1993 e dirigido por Fraser Clarke Heston. O único ator que eu já conhecia de outros filmes/seriados é o Ed Harris, que faz o papel de do Xerife Alan Pangborn.


A história se passa na cidade fictícia de Castle Rock, no Maine, mesma localidade onde se passa a história A Zona Morta (The Dead Zone). Nessa cidade pequena, um curioso forasteiro (Leland Gaunt, interpretado por Max Von Sydow) abre uma lojinha no centro. Ele chama a loja de “Needful Things”, algo como “coisas que você precisa”. Esse singular lojista tem uma forma muito interessante de cobrar pelas coisas que vende, e ao mesmo tempo, tem a incrível facilidade de vender sempre o que a pessoa mais deseja, do fundo da alma.
O preço que a pessoa paga nem sempre compensa... sempre ele cobra um valor baixo em dinheiro, junto com um certo favorzinho. Esse favorzinho é sempre sigiloso... “Não gostaria de pregar uma peça naquela moça da fazenda? Juro que não é nada de mais... Ninguém vai saber que foi você, eu garanto...”.


E assim, aos poucos, sabendo dos podres de cada morador, de suas vidas aparentemente inocentes de interioranos, o vendedor vai sugerindo favores e favores. Ele vai influenciando de tal maneira cada morador que vai à sua loja, que dentro de pouco tempo a pequena cidade toma rumo ao caos.
É muito inteligente a maneira pela qual ele vai tecendo os detalhes sórdidos e diminutos de maneira que todos acabam quase perdendo a cabeça. Uns na verdade perdem de fato. Me lembra os meandros policiais de livros da Agatha Christie. Não tem nada de similar na história, mas a maneira pela qual os conselhos das pessoas influenciam os atos dos outros. Como a maneira pela qual o Hercule Poirot encontra seu fim no seu último caso, Cai o Pano.


É um dos clássicos do Stephen King, na minha opinião. Esse filme me fez começar a procurar esse livro dele para minha coleção.


Abaixo o trailler do filme:




Achei uns links para o download do filme aqui nesse blog. Não baixei, portanto não sei se os links estão todos ok, mas aparentemente estão bons.


Quando eu comecei eu era apenas um vendedor ambulante passando pela face cega de terras distantes. Adiante, sempre me movendo. Sempre indo embora... E no final eu sempre oferecia armas. E eles sempre aceitavam. Claro, eu ia embora antes deles perceberem o que haviam comprado... Não tenha medo, Hugh. Armas não matam pessoas. Pessoas matam pessoas.”


(Leland Gaunt)




Hail Stephen King!


Fonte: imdb
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Um comentário:

.:.A Luciana.:. disse...

Bondico, gostei da dica! ME parece que não tem nada de sobrenatural nessa história do S.K., o que me agradou muito kkkkkkkk será que não tem mesmo?