domingo, 13 de setembro de 2009

Percepção Musical


Quando a gente tem algo em excesso, a gente sempre acaba não dando valor para aquilo... Acho que isso é uma regra geral, aliás, acho que é como uma lei da natureza talvez. É certo isso. Um prato de comida vale uma fortuna pra quem está morto de fome e já não vale tanto para quem está bem alimentado. Realmente acho que depende da situação. A situação dá o valor para seja lá o que for.                                                                                                                                                                                                                 É interessante que a pessoa passe pelos dois lados da situação para realmente poder dar valor. Por que eu falo isso? Queria falar sobre música nesse post, e acabei me deixando levar, apesar de isso ter a ver com o que quero falar.                                                                                                                                                                                                         Há uns anos atrás li uma coluna, não me lembro de quem, na revista Guitar Player, falando sobre a percepção musical. O autor da coluna (vou consultar meus arquivos assim que tiver um tempo extra para confirmar) ensinou um exercício interessante ao qual me apeguei bastante. O exercício que ele ensinou eu me lembro bem, é o seguinte. A pessoa deve escolher um álbum de algum grupo qualquer que ela goste, seja lá qual for o estilo dele. E ouvi-lo por uma semana. Só que nessa semana a pessoa deve se focar somente em um instrumento, por exemplo, a bateria; a pessoa então vai ouvir a música só prestando atenção nos sons da bateria, ritmos, viradas, etc., sem ligar para outros instrumentos ou vocal. Uma semana só assim. Na segunda semana a mesma coisa, só que prestando atenção a outro instrumento. E assim deve ir seguindo, até passar por todos os instrumentos e o vocal, com letras, etc. Depois a mesma coisa com outro álbum, e assim por diante...                                                                                                               Eu comecei a seguir essa dica pra aperfeiçoar a percepção, mas não segui rigidamente as regras feitas pelo autor da coluna, criei as minhas pessoais, porém seguindo o mesmo estilo. Tenho que dizer que esse exercício se tornou pra mim um hábito que não consigo mais viver sem. Além de tudo realmente serviu para aumentar a percepção. Aí é onde esse assunto se relaciona com as minhas divagações lá do início. Esse exercício é interessante de se fazer com bandas com instrumental mais complexo, como Death, Slayer, Testament, Death Angel, Exodus, Kreator, etc. Quando se acostuma a praticar esse exercício com esses sons, você acaba criando na mente umas seqüências bem loucas de riffs, solos ou viradas de batera elaboradas, por que isso existe muito constantemente nos sons dessas bandas. Depois disso, quando se pega uma banda mais light, porém de qualidade técnica boa também, como Rush, ou The Police, a gente percebe como esse som mais “simples” passa a ter um outro sabor.                                                                                                                                                                                                        Ou seja, quando a gente tem em excesso e se acostuma, depois, a gente pega algo mais simples e passa a dar valor melhor a cada virada de batera, a cada troca de riff, a cada solinho e lick que ouvimos. Não sei se consegui ser claro, mas quando eu escuto The Police hoje, eu curto muito mais do que curtia quando eu ouvia antes (cerca de uns cinco anos atrás ou mais, talvez). Hoje eu fico vidrado nas linhas de baixo do Sting, na pegada na guitarra do Andy Summers/Henry Padovani e viajo nas simples (se comparadas com sons de tharsh ou death metal), porém marcantes viradas de batera do Stewart Copeland.                                                                                                                                                                                                            O mesmo vale para muitas outras bandas, nacionais e internacionais. Por esses motivos, eu recomendo esse treinamento pra percepção musical para toda e qualquer pessoa que realmente goste de música. É uma coisa que te faz apreciar com mais detalhes e mais profundamente o tipo de música que você gosta. Vou consultar meus arquivos aqui no armário, na pilha de Guitar Players e assim que eu achar a coluna à qual me refiro, postarei aqui, com os devidos créditos e informações mais completas.                                                                               
Pra ilustrar o texto, um vídeo do The Police (Stewart Copeland é o cara):
                                                                   

4 comentários:

BitterSweet disse...

Bah guri, adorei este post, era exatamente o que estava procurando, estou entrando numa banda e quero aumentar minha percepção ritmica =) valeu

Daniel disse...

Po, se ele for bom e útil pra você já fico satisfeito. Depois me diz se nota alguma diferença depois de um tempo fazendo.
;)

Ana Lemes disse...

Gostei! Assim que a mierda dos vestibulares passar, vou praticar! Pq tô ouvindo pouca música agora :/

Ai, novidades! Nasceu meu priminho ontem :) o Felipe. Tô curiosa pra ve-lo!

Como vc tá??

Beijos, saudades

Daniel disse...

Vale a pena.
Po, não consigo ficar sem ouvir música, se eu ficar muito tempo sem ouvir começo a ficar meio louco, kkk.

Tudo beleza por aqui.
Beijão, menina